quinta-feira, março 20, 2008
Férias
quarta-feira, março 19, 2008
I am still right here
I haven't been away
I am still right here
Where I always was
So one day, if you're bored
By all means call me
Because you can do
(Only if you want to)
terça-feira, março 18, 2008
Tokio Hotel e o cancelamento
Quem quer ser milionário?

- Shane MacGowan
- Frank Black
- Steven Morrissey
- Damon Albarn»
segunda-feira, março 17, 2008
Juro que sou parvo (2)
Constatamos: borramos o mindinho.
É insignificante o preço para que nos aprovem o caminho.
Vamos cantando e rindo. Alegremente
deixando que a merda nos chegue ao umbigo.
Não há perigo, não há perigo — estão aqui muitos comigo.
Vamos cantando e rindo, e eu acho isso lindo.
Vamos cantando e rindo, e eu acho isso tão lindo.
Vamos cantando e rindo. Alegremente
deixando que a merda nos chegue aos ouvidos.
E é impressionante… Como é que eu ainda respiro?
Vamos cantando e rindo. Alegremente
enterrados na merda que nos impingem.
É o nosso destino. Não se contraria o destino…
Vamos cantando e rindo, e eu acho isso lindo.
Vamos cantando e rindo, e eu acho isso tão lindo.
E ainda cantamos. E ainda cá estamos.
E ainda servimos por mais alguns anos.
E ainda cantamos. E ainda nos rimos.
E ainda ficamos por mais alguns anos.
Nuno Prata - Alegremente cantando e rindo vamos
Juro que sou parvo
sábado, março 15, 2008
David Berman
Pitchfork: Did you ever really try to kill yourself?Berman: Yes.
Pitchfork: Is staying busy the key to happiness?
Berman: It can stave off unhappiness. Which may be the stopgap solution until you get some internal joy going inside you.
Pitchfork: Can you give us a lesson?
Berman: I would like to turn it into a mitzvah-- be useful, maybe to a reader in trouble. Somehow. Not about drugs, about how to be strong in the face of trouble. So I gotta draw up some lessons. But in the meantime, know this: Even if there is only a one in a million chance, you better respect that chance.
sexta-feira, março 14, 2008
quinta-feira, março 13, 2008
While looking "up front"
People don't know what they want
If you spend your life looking behind you
You don't see what's up front
Was there anything I could do?»
terça-feira, março 11, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
Ocupações
domingo, março 09, 2008
Not for me II
I can't stand to see you
when you're crying at home
(uma das minhas músicas preferidas dos Silver Jews, e que tem frases bem melhores, oiçam)
sábado, março 08, 2008
Not for me
quinta-feira, março 06, 2008
Don't Act Normal
[vira-se para mim]
"Ele não pode levantar pesos"
quarta-feira, março 05, 2008
Act Normal
I like to pretend I'm alone. Completely alone. Maybe post-apocalypse or plague... Whatever. No-one left to act normal for. No need to hide who I really am. It would be... freeing.
Dexter - Episódio Vterça-feira, março 04, 2008
domingo, março 02, 2008
sábado, março 01, 2008
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Sonhos
Lembro-me, em traços muito gerais, do sonho da noite passada - não se incluí na categoria acima referida - apesar de ter sido acordado a meio pelo meu pai. Felizmente, o resto não me interessava.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
I dedicate this song to you / For all the desperate things you made me do
Chego a casa, duas conversas no msn (obrigado, Rita e Chico B.) anunciam a mesma coisa: (The) Magnetic Fields em Portugal. Depois de ter visto o Morrissey em Paredes de Coura, em 2006, vou finalmente ver outro dos meus heróis: Stephin Merritt. Não trocava nenhuma banda ou artista por eles. Se eles tocarem certas músicas, não vou sequer tentar conter as lágrimas.Post-Post-Scriptum: Retirado por arrependimento. Demasiado pessoal.
sábado, fevereiro 23, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Pirataria
Curiosamente, a aula era da cadeira de evolução.
Time keeps wearing
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Perfeição
when you're old and lonely
you will wish you'd married me
I could build a fire for you
and bring you cakes and tea
when you're cold and hungry
I'll be waiting by the phone
you can call me up and tell me
how you're all alone, all alone
when you're old and lonely
and the rush of life is past
days go by too slowly
and the years go by too fast
when your golden loneliness
is heavier than stone
you can call me up and say:
"my god, I'm all alone, all alone"
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
O monstro precisa de amigos - partes 2 e 3
Flight of the Conchords - Albi (the racist dragon)
Imagens
Another man, he takes her hand
A smile lights up her face
terça-feira, fevereiro 19, 2008
O monstro precisa de amigos
Tenho 3 amigos na faculdade e pouco mais de 10 "amigos" e "amigas" - aquelas pessoas que a dizemos serem amigos/amigas mas com quem não temos grandes intimidades, só algumas conversas sobre a faculdade, ainda que os/as veja quase todos os dias. Nas ultimas três semanas, dos 3, dois arranjaram namorada, e dos 10, um e uma começaram a namorar (sendo que nesses 10, já havia um casal). Afinal o que é que se passa com este pessoal? É uma sensação muito estranha ver, de repente, todos acompanhos. E tu? - perguntam vocês; Eu vi, mas não agarrei.segunda-feira, fevereiro 18, 2008
sábado, fevereiro 16, 2008
Repeat
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Flor de estufa (2)
Supemercado
- o meu irmão decidiu cantar isto quando estavamos no supermercado e ficou-me na cabeça. Por alguma razão sei a música de cor:
The Outsider Looking In
I dream. I dream I'm floating on the surface of my own life. Watching it unfold. Observing it. I'm the outsider looking in.
Dexter - Episódio IIterça-feira, fevereiro 12, 2008
Silver Jews - Estado Civil
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Kanye West - Hey Mama
Forrest Gump mama said, life is like a box of chocolates
My mama told me go to school, get your doctorate
Somethin to fall back on, you could profit with
But still supported me when I did the opposite
Now I feel like it’s things I gotta get
Things I gotta do, just to prove to you
You was getting through, can the choir please
Give me a verse of “You, Are So Beautiful To Me”
Can’t you see, you’re like a book of poetry
Maya Angelou, Nicky Giovanni, turn one page and there’s my mommy
Séries
sábado, fevereiro 09, 2008
Cansaço (4)
I'm tired of fighting
I'm tired of fighting
Fighting for a lost cause
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Silver Jews
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
E, sim, sinto-me assim, cansado.
Alguém quer falar contigo
terça-feira, fevereiro 05, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
You might sleep but you will never dream
A música "Jack the Ripper" não foi a única música que o Morrissey escreveu sobre assassínos famosos. Sobre um casal que raptou e matou 3 crianças e dois adolescentes nos anos 60, em Manchester, escreveu Suffer Little Children para o primeiro álbum dos Smiths - foi, aliás, a primeira letra que o Morrissey entregou ao Johnny Marr. Acho que este caso o perturbou bastante, provavelmente por nesta altura ele próprio ser uma criança em Manchester. Desde que conheço a história da música - há apenas uns meses, muito depois de a conhecer - que esta música me dá arrepios. Mas foi também desde essa altura que passei a gostar muito mais desta música. A história é simples. Este casal, conhecido como os Moors Murders, eram Ian Brady e Myra Hindley. Matavam as crianças e enterravam-nas em "shallow graves". Uma delas não foi ainda encontrada. Só foram presos porque o marido da irmã de Myra asistiu a um dos assassinios - Ian queria juntá-lo ao grupo - e foi à polícia. Foram condenados a prisão perpétua onde ele ainda se encontra e onde ela morreu. Se lerem a história no wikipédia - que está altamente perturbadora - e depois forem ouvir a música perceberão o quão boa ela é. Aquele riso final até mete medo. Se quiserem ler mais sobre esta canção podem ler aqui, uma página da wikipédia dedicada à música. Gosto principalmente da parte que diz: "When the grandfather of one of the victims, John Kilbride, heard the song playing on a pub jukebox he became furious at what he felt was cynical profiteering from the horrific murders. He sought legal action to suppress the record, but later stopped after talking to Morrissey and realizing the sincerity of the lyrics."E a verdade é que os Smiths foram únicos também por estas referências.
domingo, fevereiro 03, 2008
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.
Alberto Caeiro
Hoje
"Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas"
sábado, fevereiro 02, 2008
Karts
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Ontem à noite (2)
Ontem à noite andei pelas ruas a ouvir a música Jack the Ripper do Morrissey. É uma música altamente perturbadora e que, por alguma razão, me deixa sempre incrivelmente triste. Mas é belíssima.Oh, you look so tired
Mouth slack and wide
Ill-housed and ill-advised
Your face is as mean
As your life has been
Ontem à noite
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Estar só
Diferenças
"I don't have much in my life but take it - it's yours" - The Smiths - Unloveable
A aparente pequena diferença entre as frases, entre o "eu dou-te" e o "é teu", é, na verdade, uma grande diferença.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Nos últimos dias (2)
Nos últimos dias
Nos últimos dias, um dos meus bons amigos começou a namorar com uma rapariga por quem eu nunca tinha reparado que ele tinha mostrado interesse. Até aqui tudo bem, o problema é que já me tinha parecido que ele, nos últimos 2 meses, já tinha estado interessado noutra, e não nesta, e já me tinha falado numa de Leiria. Além disso saiu há uns 2/3 meses de uma relação de 4 anos. Não estou aqui fazer juízos de valor, até porque não sei o que vai na cabeça dele, falo neste caso porque mais uma vez vejo a facilidade com que as pessoas se apaixonam. E fico sempre com a sensação de que as pessoas só querem ter alguém, não sabem estar sozinhas. Ou então que gostam de pessoas no geral e que, por isso, se apaixonam facilmente por elas. O que é óptimo, claro, mas não serve a toda a gente. Como se diz numa música dos Love:
Yeah, I heard a funny thing
Somebody said to me
You know that I could be in love with almost everyone
I think that people are
The greatest fun
And I will be alone again tonight, my dear
domingo, janeiro 27, 2008
Recomenda-se
Sporting + Morrissey = :)
Comentários
Don't you dare disturb me
While I'm balancing my past
Because you can't help or hurt me
Like it already has
sábado, janeiro 26, 2008
Tristeza
E as lágrimas nunca demoram a aparecer quando oiço a frase:
Well you may not be beautiful
but it's not for me to judge
I don't know if you're beautiful
because I love you too much
E depois lembro-me de ouvir a Busby Berkeley dreams, do CD 3:
I haven't seen you in ages,
but it's not as bleak as it seems.
We still dance on whirling stages
in my Busby Berkeley dreams.
E agora já ninguém me pára, já não acredito no sol.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Hoje (2)
Trying to fight the tears
I'll prove to the crowd that I come out stronger
Though I think I might lie here a little longer
Hoje
Já era tarde e eu ainda estava na cama. Estava a pensar que tinha de mudar de vida, de estudar mais e tornar-me mais responsável. Em vez disso, ajustei o edredão, que teimosamente insistia em sair do sítio, e aconcheguei-me na cama. Fica para outro dia.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Blogs
terça-feira, janeiro 22, 2008
the unclean spirit entered
Quando estava no 9º ano - se não me engano -, numa das última aulas de inglês do ano, a minha professora pediu-nos que levássemos para a aula uma música que tivesse uma letra de que gostássemos. Eu levei a Jeremy dos Pearl Jam, não percebendo, até hoje, a ironia da coisa. É que a música é sobre um puto que levou uma arma para a escola, matou uns colegas e de seguida, suicidou-se. Conhecia a história e foi por ela que levei a música, não queria cá cantigas de amor foleiras. Felizmente, não fui um dos que foi para a frente da turma apresentar a música. É que alguém podia perceber este segundo sentido e isso era chato. Dirão que a letra da música fala mais sobre a relação com os pais mas, a verdade, é que foi os colegas que ele matou.
Será que haveria, subconscientemente, um sentimento de revolta – não tão grande, obviamente, e muito menos esta tendência suicida mas qualquer coisa - para com eles? Penso que não, mas não posso jurar. Talvez uma procura de espaço ou uma vontade de afirmação pessoal.
domingo, janeiro 20, 2008
Discos Voadores

quinta-feira, janeiro 17, 2008
Desta estatística percebo eu
A única diferença é que, agora, digo isto com um sorriso na cara.
A vida passa e era bom saber
Que estás em forma e feliz
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Ridículo
1) Cortava o cabelo como ele. Como tenho uma máquina de cortar cabelo em casa isso não é problema.
2) Os óculos já os tenho parecidos.
3) Uma camisa larga ou uma t-shirt dos Smiths (que tenho, ainda que tenha as letras que dizem "The Smiths" em Times New Roman. Não sei onde é que tinha a cabeça, mas enfim).
4) Umas calças de ganga com flores amarelas no bolso de trás.
E lá ia eu.
Mas por enquanto vou mas é deixar-me de parvoíces e vou estudar que tenho exame na sexta.
Hoje vou com este
Antes de sair, faço a escolha do CD que vou levar no meu fiel companheiro discman. Hoje vou com este. Há um mês que este álbum revelou-se melhor que em todas as 91491453 vezes anteriores que o tinha ouvido. Não faço a mínima ideia porquê.
Post-Scriptum: Acho que não deixei bem claro que já adorava este álbum antes. Eu acho que os Smiths nunca falharam, mas, para além disso, este já era o meu segundo álbum preferido deles. A diferença é que ouvi-o de forma diferente. Está empatado com o primeiro álbum em termos de preferência, agora. Acho que nunca o tinha ouvido com 100% de atenção nos meus Pioneer SEDJ5000 DJ Headphones. Já tinha feito as duas coisas separadamente mas talvez nunca tivesse feito as duas coisas. Ou então é a minha, relativamente recente, obsessão pelo som do baixo.
terça-feira, janeiro 15, 2008
É por estas e por outras
Para justificar porem estatística no curso de biologia metem o prefixo bio. Ficamos assim com "bioestatística" que até parece importante. Para justificar porem o prefixo bio, fazem uns quantos problemas com ratos e borboletas em vez de bolas, cadeiras e pessoas. E como esta, outras cadeiras há que não fazem sentido. Álgebra, análise e física são cadeiras de engenheira, pá. Aposto que esses engenheiros e os matemáticos não têm biologia nos cursos deles. Malandros.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
of Montreal - Icons, abstract Thee
Hoje comprei este EP dos of Montreal. Foi lançado o ano passado, depois do álbum Hissing Fauna, Are You the Destroyer? e, pela capa, esperava que estas cinco canções fossem uma extensão do que foi o álbum (até pela capa que se assemelha em tudo ao referido álbum). E é e, ao mesmo tempo, não é.
O facto de as letras serem, tal como no último álbum, depressivas trás, automaticamente, o HFAYtD à baila. Era caso único na carreira dos of Montreal. E parecia que ia continuar depois de ouvirmos a primeira música. Kevin Barnes parece estar de volta à caracterização de personagens que o caracterizou (passo a redundância) durante anos. Instrumentalmente esta, Du Og Mog, é em tudo parecida com algumas das músicas encontradas no Hissing Fauna. A segunda faixa, Voltaic Crusher/Undrum to Muted Da, poderia perfeitamente ter sido feita entre os dois últimos álbuns. Conseguimos facilmente detectar pequenos aspectos que remontam a ambos os álbuns. Já a letra, a melhor de todo o EP, na minha modesta opinião, parece saída de uma fase pós-depressão por letra ser pessoal mas muito altruísta - “And please, please, please God, don't be a bastard / Christ knows she deserves something nice for a change” - mas, por outro lado, faz pouco de si mesmo e parece mais deprimido que nunca - Please don't lose any sleep over me, baby / I hardly exist. É nesta incerteza que partimos para a terceira música. Mais uma vez somos surpreendidos. Desta feita pelo facto de a música ser acústica. Há muito que não víamos uma música destas. Talvez desde a fantástica City Bird do Satanic Panic in the Attic. Já a letra nada tem a ver com os tempos acústicos da banda. A derrota é a palavra de ordem. Ele sente que a derrota é certa, as we struggle against some impossible current, mas parece confuso sobre que passo dar - How can we make things light again? How can we win? - lutar ou desistir? - Leave me, don't leave me alone. Entra a quarta música. A suavidade das músicas acústicas dos primeiros dois álbuns. Uma guitarra a fazer lembrar a já referida City Bird e uma letra sobre a sua preocupação com a filha, Alabee, agora que se encontra divorciado - Little friend, I know I've made it / So, so much harder on us / And lost you / Because I couldn't keep it together. Novamente o altruísmo, diria eu. Com a quinta voltamos ao último álbum. Tem quase dez minutos mas parecem duas músicas diferentes, uma até aos três minutos, uma transição e outra música diferente. Acaba de uma forme triste, com a repetição da frase And I never, ever, ever wanted to write this song / I always thought things would change somehow / And we would start getting along but it’s hopeless / Hopeless.
Se alguém estiver interessado posso tentar disponibilizar isto num desses sites de partilha de ficheiros. Mas vale a pena os 7 euros que dei no El Corte Inglês por ele.
Post-Scriptum: aqui está o link. Têm 7 dias.
sábado, janeiro 12, 2008
Hoje vi

Como tinha duas músicas de Elliott Smith - a The White Lady Loves You More e a Angeles - fiquei com vontade de o ouvir. E agora estou para aqui a ouvir o Either/or quando me apetecia ouvir o New Moon. Alguém sabe onde é que o deixei? Já procurei no quarto e por aqui e não encontro.
Até parece fácil
quinta-feira, janeiro 10, 2008
I just can't explain so I won't even try to
Bem, fiquem com a alegre - é mais um Morrissey seguro de si, mas não fará isso parte do caminho para a felicidade? -, Alma Matters:
Nunca vi o Morrissey dançar assim, não percebo qual foi a ideia.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
I See a Darkness
Todas as segundas e quartas tenho inglês até às 22h. Depois de sair, faço um pequeno percurso de 20/25 minutos até casa a pé. São dos melhores minutos da semana. Não há quase ninguém nas ruas. Os carros, são poucos. O silêncio é quase absoluto. É portanto uma óptima altura para vir a pensar na vida. E, como quase sempre que ando sozinho pela rua, não dispenso a minha música. Hoje tinha comigo este I See a Darkness.Segundo o Wikipedia, desde '95 (altura em que o site foi criado), que apenas 11 álbuns receberam 10.0 em 10.0 no Pitchfork Media - dos quais um são bootlegs do Bob Dylan, outro recebeu 10.0 e 0.0, ao mesmo tempo, outro é um EP e dois são de Radiohead, OK C. e Kid A (estes é que festejam mesmo cada vez que o Thom Yorke dá um traque). Sobram-nos seis e este é um deles. Algum exagero, é certo, mas não tanto como se pode pensar. Por exemplo, este ano o melhor álbum, segundo o referido site, é o do Panda Bear com 9.4. Pessoalmente não consigo ouvir o álbum mas é um bocado por razões pessoais. Já no site Allmusic o álbum do Bonnie 'Prince' Billy (pseudónimo de Will Oldham) apenas tem quatro estrelas e meia.
O álbum é perfeito para ouvir à noite. É por isso que aconselho a ouvirem as músicas que vou deixar aqui só quando estiver escuro. Se virem isto de dia, deixem para a noite desse dia, vai saber melhor. Em parte por o álbum ser bastante poético, suponho. Essa é, aliás, uma das razões pela qual mais ele se destaca.
A primeira música é a que dá nome ao álbum e foi o momento mais espectacular do concerto que ele deu em Abril. Encontramos, nesta música, um BPB a dirigir-se a um amigo e a apresentar-lhe o seu lado mais obscuro. De salientar que o já falecido Johnny Cash fez uma versão desta música - versão essa que tem o próprio BPB a fazer segundas vozes - para incluir no seu álbum de versões American III: Solitary Man.
A segunda chama-se Black e faz-me lembrar a música Dear Darkness do último álbum da PJ Harvey. Ou melhor, a da PJ Harvey faz-me lembrar esta. Acho que isto se deve à forma como se dirigem à escuridão. Ainda que o BPB faça uma espécie de personificação da escuridão, refere-se sempre a ela como se fosse uma pessoa, não é difícil de perceber que é dela que ele está a falar. Esta é talvez mais complexa e poética que a da PJ Harvey. Isso pode ser visto até pelo uso, no refrão, da palavra thee, que é uma forma mais poética e antiga de dizer you. Ainda que aqui me pareça que não é (só) para ficar mais bonito ou poético mas para diferenciar a pessoa amada, thee, e a escuridão, you. Curioso é o facto da PJ Harvey considerar esta escuridão uma amiga ao passo que o BPB considera-a quase uma parte dele. Autónoma, tem tendência a "atacar" in the terriblest of weather, mas impossível de destacar: «Now black and I we are together / Fairly just inseparable / And in the terriblest of weather / Our bond is incorruptible». Ainda assim, não deixa de se referir a ela como o inimigo pois tem medo que esta o destrua: «Black was decomposing quickly / This was found offensive to me / His disrespect for life's proprieties / Made me scared he would destroy me.»
Foram estas duas músicas que ouvi no caminho e achei que valia a pena apresentá-las aqui. Espero que esteja tudo bem, é a primeira vez que estou a usar isto. Já tinha experimentado outros sites mas acabava sempre por desistir por serem demasiado complicados.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Já dizia o outro
don't wanna look this dead,
don't wanna feel this dread.»
Jens Lekman - Black Cab
These Things Take Time
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Memória
«Tão baço o teu retrato
No álbum da lembrança!
Que vaga semelhança
Entre a imagem que vejo
E a dor que sinto!
Minto
Se te disser
Que te desejo ainda,
Que o meu instinto
Te reconhece e quer.
E sei que um dia me perdi
Em ti
Como se perde o homem da mulher.»
domingo, janeiro 06, 2008
Estes japoneses
É por estas e por outras que eu muito, muito raramente bebo álcool*
The machine shop owner couldn't imbibe alcohol by mouth due to a painful throat ailment, so he elected to receive his favourite beverage via enema. And tonight, Michael was in for one hell of a party. Two 1.5 litre bottles of sherry, more than 100 fluid ounces, right up the old address!
When the rest of us have had enough, we either stop drinking or pass out. When Michael had had enough (and subsequently passed out) the alcohol remaining in his rectal cavity continued to be absorbed. The next morning, Michael was dead.
The 58-year-old did a pretty good job of embalming himself. According to toxicology reports, his blood alcohol level was 0.47%."
Edit: * isto pressupõe que quando eu bebo é da mesma forma que este senhor, daí ser uma das razões porque não bebo, mas isso não é verdade. Ou é? Fica a questão para reflexão.
sábado, janeiro 05, 2008
Descoberta 2007
A maior descoberta que fiz o ano passado foi este álbum. Do Bob Dylan só conhecia o álbum Freewheelin' Bob Dylan e os clássicos, como é o caso da música "Like a Rolling Stone", desta obra-prima. Foi em Agosto, quando estava em Santa Cruz e apetecia-me ouvir coisas novas (nunca vou lá por recomendações), que peguei neste e no, também enorme, New Skin for the Old Ceremony, do Leonard Cohen. Ouvi, cada um deles, umas trinta vezes nesse curto espaço de tempo (não ia à praia, o que é que querem). Foi portanto apartir deste álbum que me interessei mais pelo Bob Dylan e fui averiguar parte da restante obra. O Blonde on Blonde poderia muito bem ser a "descoberta 2007", já que nada fica a dever a este. Aliás, nos últimos tempos, oiço-o mais que este.Em 1985, numa conferencia de imprensa, quando lhe perguntaram o significado da capa (enquanto fazia a pergunta o entrevistador diz que a capa tem uma filosofia, palavras com as quais o Bob Dylan se ri), ele disse que era uma foto que tinha tirado e para a qual ainda nem tinha olhado bem. Ao que o jornalista, visivelmente desapontado (para não dizer irritado), responde que "I have thought about it a great deal". Foi só tirada num dia em que estava sentado nos degraus, diz ele. O Bob Dylan é isto. É esta despreocupação que o define.
Fiquem com este vídeo com parte da música "Ballad of a Thin Man" em que se ouvem insultos (estes parecem-me mesmo insultos, mas longe de mim querer influenciar a vossa precepção da cena, caros deputados e deputadas) feitos por ter deixado a folk mais tradicional e ter pegado na guitarra eléctrica. O tempo veio-lhe dar razão, este álbum é hoje um clássico:
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Conan O'Brien, o regresso
José Castelo Branco
O grande José Castelo Branco está a precisar de uma governanta. Anunciou ele próprio no programa "Às duas por três", incentivando as pessoas interessadas a contactá-lo. Aliás, disseram-lhe para não falar disso no programa, mas ele, rebelde como é, não respeitou essa ordem, expondo o problema a meio da conversa tertuliana. Só há um senão, não aceita homens. Se não concorria, como é óbvio. Ainda que duvide que aceitasse um rapaz de 20 anos. Bem, talvez aceitasse, mas é melhor não entrarmos por aí. Adiante. Acho que as palavras dele foram "naquela casa não entram homens". Senhoras, cheguem-se à frente que o senhor está necessitado.Entretanto, continua a dizer que tem 45 anos mesmo havendo pessoas que à sua frente garantam que tem 52. E não o conseguem convencer a admitir. Ainda assim, não sei quem é pior, ele que mente sobre a idade e ainda lhe fica pior, se os outros que ainda se dão ao trabalho de lhe dar conversa. Vai-se lá perceber esta gente.
Edit: Não vale dizer: "Pior que eles és tu, que os estavas a ver na tv." Qualquer coisa é melhor que ir estudar e, para além disso, sou um parvo assumido.
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Recordar Elliott Smith #2
"I'm not what's missing from your life now
I could never be the puzzle pieces.
They say that God makes problems
Just to see what you can stand
Before you do as the devil pleases
And give up the thing you love"
Elliott Smith - Pitseleh
O sentimento de confusão é usado como "a mask of self-hate", como muito bem dizia o Ian Curtis, pois nada de positivo poderá vir dele, a esperança "confronts and then dies" sempre. Decidir que não podemos ter aquilo que queremos é muitas vezes um processo que exige pouca auto-estima, perceber que não poderemos ser as peças do puzzle e desistir, mas esse não é dos meus maiores problemas.
E não me venham com tretas, destruir a esperança é importante, sim, quando esta nunca deveria ter existido.
The Twilight Zone
Sinto que preciso de intervir. Este blog sempre se distinguiu, ou tentou-se distinguir, pela liberdade de expressão. Nunca apaguei um comentário, nem tenciono fazer. Mas agora, como dizia o Nelson, e bem (coisa raríssima), isto já parece a Twilight Zone. Pessoas a dizerem coisas sem sentido nenhum, só para gozar com outros leitores e/ou comigo. Que gozem comigo, acho óptimo, façam-no (desde que não sejam coisas providas de sentido), mas peço que parem este gozo com outros leitores. Uma vez tem graça, agora já é só parvoíce (sem ofensa, cara anónima). Para além disso peço que parem de comentar só por comentar. Comentem quando têm alguma coisa de jeito para dizer ou para gozar comigo mas com algum sentido e classe. Era isto. Obrigado.
E agora venha de lá a anónima dizer que estou a defender x e y e que sou uma pessoa que se preocupa com os outros e o diabo a quatro.quarta-feira, janeiro 02, 2008
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Desilusão 2007
É costume falar na maldição do segundo álbum, referindo os Stone Roses, quando uma banda que teve muito sucesso no seu primeiro álbum lança o seu segundo álbum. Não o farei. Mas, a verdade, é que uma banda que em 2005 pareceu ser uma lufada de ar fresco deitou muitas das expectativas criadas, por terra. O álbum não é mau, claro, a questão de eles serem bons nem se põe, mas quando comparado com o anterior parece que, uma banda que parecia ter ideias para dar e vender ficou, de repente, presa a ideias já experimentadas. Basta ver que aproveitaram a música No Cars Go, que era já sobejamente conhecida por todos um ano antes do álbum sair, fazendo uma nova versão que é unanimemente considerada pior. Talvez se os pudesse ter visto ao vivo no SBSR teria uma opinião diferente. Mas é que até mesmo a capa do álbum não vale nada. As melhores músicas: Keep the Car Running, Black Waves / Bad Vibrations, (Antichrist Television Blues) e No Cars Go.terça-feira, janeiro 01, 2008
Relativo a um comentário
Olhar desconfiado
Era com alguma desconfiança que olhava para a passagem de ano [foto]. Por várias razões. Não que não goste das pessoas, gosto. Aliás, a maior parte delas, faço questão de ver uma vez por semana. Era mais porque não gosto de festas (quase no geral, sim). Gosto de coisas mais caseirinhas, mais calminhas. Mas a verdade é que correu bastante bem. Vamos lá ver 2008. A Maya diz que vai ser um bom ano para as pessoas de signo Leão, mas eu não acredito nada nessas coisas (ainda que veja sempre com alguma curiosidade os horóscopos). E olho, também, com alguma desconfiança para a minha sorte. Como diz o Morrissey, conheço-a bem demais.




















