quarta-feira, dezembro 31, 2008

Mais um post cocó para a cá

Só não dizem nike de lado. Um passo mais próximo de ser da cena. 'Pior' só se fossem Asics.

Bom ano.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Banda 2008 - Silver Jews

O Last.fm confirma que foram os mais ouvidos este ano.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

808s and Heartbreak (2)

I could make a career of being blue
I could dress in black and read Camus

808s and Heartbreak

Sou fã do Kanye West (penso que isto não é grande segredo). Diz-se que este ano foi duro para ele, a mãe morreu depois de uma operação cosmética (morte de que ele se sente em parte culpado) e acabou a relação de 6 anos com a namorada. E é daqui que sai este novo 808s and Heartbreak, mesmo a tempo de aparecer nos tops de álbuns do ano. Mas a verdade é que não aparece. É que o álbum não é nada de especial, e ainda assim tem algumas das músicas mais interessantes que ele alguma vez lançou. Onde é que já se viu alguém como o Kanye West ser tão pessoal?

Do you think I sacrificed real life
For all the fame of flashing lights?
Do you think I sacrifice a real life
For all the fame of flashing lights?

Kanye West - Pinocchio Story

Natal 2008 - Parte IV: Embrulhos de última hora

A minha avó tinha lá dois tipos de papel de embrulho. Como era para o meu irmão, obviamente que escolhi o de criança.

Natal 2008 - Parte III: A lareira

domingo, dezembro 28, 2008

Natal 2008 - Parte II: A ida à horta


No caminho que vai dar à horta há uma urtigas que eu em criança combati com a minha espada por no dia anterior me terem picado.

Natal 2008 - Parte I: Prendas

Depois da renovação do telemóvel, foi a vez do meu querido Discman ser posto de lado. A razão é um Ipod Nano de 8 GB. Se a isto juntarmos um bilhete para o concerto dos Tindersticks, cheques-disco Fnac e dinheiro, este foi o melhor natal de sempre em prendas.

Acabaram-se as capinhas com CD's dentro da mochila.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Natal

Desta vez parto mais tarde (questões de calendário). Mas o sítio é o mesmo e a tradição mantém-se também ela 99% intacta.

Bom Natal a todos.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Albuns 2008

Se o Mexia já anda a fazer as listinhas dele (um dia este ainda vai aparecer na lista de melhores blogs do ano), é porque está na altura de eu destacar alguns dos albuns que mais marcaram 2008:

Bonnie 'Prince' Billy - Lie Down in the Light
Fleet Foxes - Fleet Foxes
Micah P. Hinson - And The Red Empire Orchestra
She & Him - Volume One
Silver Jews - Lookout Mountain, Lookout Sea
Tiago Guillul - IV
The Magnetic Fields - Distortion
The Rural Alberta Advantage - Hometowns
The Tallest Man On Earth - Shallow Graves
Vampire Weekend - Vampire Weekend

E nunca fui bom a ginástica

Tenho 20 euros para comprar três prendas (pai, mãe e irmão). E até tinha ideias de prendas para outras pessoas.

sábado, dezembro 20, 2008

Últimos dias

Muito estranhos, estes últimos dias. Nunca tive tanto trabalho na faculdade como nas duas últimas semanas. Mas foi bom, precisava deste "esticão" para ver se começo a atinar com o curso. Para compensar tenho feito várias saídas. O karma, o karma. Ontem, por exemplo, fui jantar com novos amigos (que conheci pelos inúmeros trabalhos de grupo). É bom conhecer pessoas novas.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Falta 1 dia



Big Sky's too occupied
Though he would like to try
And he feels bad inside
Big Sky's too big to cry

terça-feira, dezembro 16, 2008

Faltam 2 dias

Este não poderia faltar. Obviamente.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Faltam 3 dias

Tendo o Bob Dylan uma fase cristã, não podia deixar de fazer a sua aparição. Não é a que foi sugerida para os outros não ficarem chateados.



By His grace I have been touched,
By His word I have been healed,
By His hand I've been delivered,
By His spirit I've been sealed.

Origami

O meu primeiro origami. A mão destruidora da minha colega. O meu primeiro origami destruído. O meu último origami.

domingo, dezembro 14, 2008

Hoje

Depois de duas noites revitalizadoras (cada uma à sua maneira), hoje fui ver o Sporting ao estádio. Mais precisamente no camarote da empresa do meu irmão. À chegada, as empregadas diziam boa noite com um sorriso (eu só me ria da situação). Antes do jogo, petisquei. No intervalo, jantei à mesa. O meu irmão passou o princípio da segunda parte com um copo de vinho na mão. No camarote ao lado, estavam o Derlei e o Tonel, dois jogadores não convocados. Mas aquilo a que mais achei piada foi ao pormenor de as pessoas dos camarotes terem um padrão de cascóis. São mais formais, são daquelas todos verdes só com o símbolo.
Há quem diga que o Sporting é o clube dos ricos. Se esta tivesse sido a minha primeira ida ao estádio, acreditava.

Faltam 4 dias

Hoje temos Elvis Presley com Help Me mas só porque não há resultados no YouTube da versão do Johnny Cash:



Remove the chains of darkness
and let me see, Lord let me see;
Just where I fit into your master plan.

sábado, dezembro 13, 2008

Faltam 5 dias

É curtinha e simples mas é tão boa:

Jesus, help me find my proper place

Jesus, help me find my proper place
Help me in my weakness
'Cos I'm falling out of grace
Jesus

Jesus

Velvet Underground - Jesus

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Rádio Cidade

Depois de hoje os ouvintes da Rádio Cidade ficaram a conhecer um Francisco, de óculos à Woody Allen, que falou durante 10 segundos. Classe.

Faltam 6 dias

Para o Nelson não ficar chateado comigo por ter passado uma música do Kanye West, hoje fica a versão que os Nirvana fizeram da «Jesus Don't Want Me for a Sunbeam» dos Vaselines.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Faltam 7 dias

Durante esta semana vão passar músicas com referências religiosas. Faltam 7 dias para a consoada FlorCaveira. Começo com a «Jesus Walks» do Kanye West.


I ain't here to convert atheists into believers

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Contribuições

Por causa disto, isto:

1. Agarrar o livro mais próximo.
2. Abrir na página 161.
3. Procurar a 5ª frase completa.
4. Colocar a frase no blog.
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro! Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo.

Would you like to make a contribution to our funds?

Longman Dictionary of English - New Edition

Se quiserem, é só mandar para Rua A Vida dos Outros, nº21, 1987-815 Lisboa

terça-feira, dezembro 09, 2008

The College Dropout

A minha vida são trabalhos de grupo e séries de televisão. Acabei de chegar a casa, vou-me deitar a ver o novo How I Met Your Mother e amanhã o dia começa às 6.45. Ironicamente, o álbum que tocou hoje foi o The College Dropout do Kanye West.

domingo, dezembro 07, 2008

Plágio na música Pop

No ForumSons há uma discussão sobre plágio na música Pop. O ponto de partida foi o Joe Satriani ter acusado recentemente os Coldplay de plágio. Segundo este, a música "Viva la vida" dos Coldplay foi copiada da sua música "If I could fly". E de facto são bastante semelhantes. Oiçam aqui. E há mais acusações de plágio em relação a esta música aqui. Na minha opinião, com tanta música existente em mais 50 anos de música Pop é difícil não se encontrar situações destas. Como fã dos Kinks, achei curioso ver os Doors serem acusados de plágio dos Kinks, por exemplo. Long live Ray Davies!

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Chapadinho



De tarde, o meu irmão mandou-me um email do trabalho a dizer: "Ouve a música "Winter" dos Dodos e diz-me o que te faz lembrar." A resposta é óbvia mal ele começa a cantar. É mesmo chapado. Será que vocês também chegam à resposta que o meu irmão queria?

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Foleirada

Porque perdoamos, aceitamos ou até gostamos (confesso que gosto de alguns) dos arranjos das músicas presentes no I'm Your Man? Aquele início da "Ain't No Cure for Love" é das coisas mais foleiras que já ouvi em toda a minha vida. E não é caso único. Parece-me que poderão ser várias as explicações para este facto, aqui estão algumas:

1- Não são assim tão maus;
2- O estatuto permite estas coisas;
3- Gostamos de ouvir foleirisses de vez em quando;
4- Faz um contraste bonito com a bitter voice do Cohen;
5- Ele está a comer uma banana na fotografia da capa.

Religião

Hoje, nos meus ouvidos, uma batalha de religiões. Do lado dos judeus, o Cohen e o Berman. Do lado dos cristãos, os Ninivitas. O árbitro foi o imparcial Dylan, que ora acredita numa, ora na outra. Não houve vencedores. Ainda que os primeiros sejam mais capazes, os segundos são mais crentes.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Nick Drake

Que fique claro que os dois posts anteriores não pretendem mostrar uma tristeza pessoal, e deverão servir apenas como reveladores da preferência musical dos últimos dias. Mas será possível ouvir Nick Drake sem um leve sentimento de triste melancolia? Fica a questão.

Weaker than the palest blue

When I was young, younger than before
I never saw the truth hanging from the door
And now I'm older--see it face to face
And now I'm older--gotta get up clean the place

And was greener, greener than the hill
Where flowers grew and sun shone still
Now I'm darker than the deepest sea
Just hand me down give me a place to be

And I was strong, strong in the sun
I thought I'd see when day is done
Now I'm weaker than the palest blue
Oh so weak in this need for you

Nick Drake - Place to be

domingo, novembro 30, 2008

Full of Sadness

Life is but a memory
Happened long ago
Theatre full of sadness
For a long forgotten show

Seems so easy
Just to let it go on by
'til you stop and wonder
Why you never wondered why

Nick Drake- Fruit Tree

Mercury Rev @ Aula Magna

Graças à minha querida amiga Cláudia, que me arrajou dois bilhetes para o concerto, fui ontem à Aula Magna para ir ver os Mercury Rev. Confesso que apenas conheço o clássico Deserter's Songs (segundo o allmusic, vale a pena conhecer mais). Ainda assim, reconheci várias músicas, o que ajuda sempre a gostar de um concerto.
O concerto começou com um vídeo com várias imagens de livros, filmes e, claro, álbuns de música. Gostei bastante da ideia. Por um lado, revela as referências da banda aos fãs. Por outro, cria empatia para aqueles que, como eu, não estavam rendidos à partida (quem é que não se revê, por exemplo, em álbuns do Bob Dylan, Leonard Cohen, Nick Drake ou Velvet Underground?) A banda, nota-se, é experiente nestas andanças e nada parece ser feito ao acaso. O resultado foi um bom concerto que, em algumas alturas (principalmente no encore), foi um pouco mais que isso.

quinta-feira, novembro 27, 2008

If you have five seconds to spare then I'll tell you the story of my life (2)



Eu sei que tu andas a procurar
Esse lugar que acerte bem contigo
Do que aparece não consegues gostar
E do que gostas já está preenchido

quarta-feira, novembro 26, 2008

Love Lockdown



Goste-se ou não do Kanye West, goste-se ou não desta música, há que reconhecer que o homem sabe o que faz.

domingo, novembro 23, 2008

Insegurança

A propósito das minhas inseguranças, a minha mãe diz que se eu não existisse tinta de ser inventado. O problema é que devia haver outro nome para a insegurança justificável. É que a minha mãe disse isto quando eu disse que não conseguia andar no carro sem cinto e eu fiquei logo a pensar naquilo de uma forma mais generalizada. E neste caso existe uma grande diferença, é que a minha insegurança rodoviária não é, felizmente, justificável.

Monty Python no YouTube

Como contornar o "problema" YouTube:

sábado, novembro 22, 2008

Dia 21 de Novembro

Hoje, dia 21 de Novembro, dia seguinte ao concerto FlorCaveira no Frágil, dia em que figuram na capa do Ípsilon dois dos artistas que tocaram ontem (Nelson, não faças a piada de perguntar se inclui a senhora que segura a guitarra) e o dia de anos do meu irmão. Um dia assinalável, portanto.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Coisas

Artistas que eu só muito recentemente comecei a ouvir, como é o caso do Bob Dylan (ainda assim há algum tempo) e dos Fairport Convention, já andam os filhos do Guillul a ouvir e a criticar. De pequenino se torce o destino (como tão bem disse o Sérgio Godinho). E isto poderia agora tão facilmente descambar para mais um post pessoal não tivesse eu chegado a casa agora e ter aulas às 8 da manhã amanhã.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Início de semana

Ontem fui ver os Beach House ao Maxime e fiquei pouco mais que agradado com a actuação. Confesso que estava à espera de um concerto mais marcante.

Hoje bati o meu record de tempo passado na faculdade, nada mais nada menos que 13 horas e meia (entre aulas, um trabalho de grupo e almoço e jantar na cantina velha). A semana promete.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Ridicularizado (2)

No fundo acabo por fazer a mesma figura que a Manuela Ferreira Leite a ser entrevistada pela Constança Cunha e Sá.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Ridicularizado

Uma coisa é não ser um bom contra-argumentista, outra é deixar que as nossas opiniões sejam ridicularizadas (e até, sem dar conta, deixar que se desviem do seu propósito original) apenas porque não as conseguimos expressar suficientemente bem. E a verdade é que me sinto constantemente ridicularizado. Mea culpa. Mea culpa por não me saber expressar mas também por me sentir ridicularizado (quando essa não era por certo a intenção).

terça-feira, novembro 11, 2008

Passar no Campo Grande

Máquina: Nokia 6300
Observações: Reparem como a luz incide nos pixels que constituem os ramos no canto superior esquerdo.

sábado, novembro 08, 2008

Dia 8 de Novembro

Hoje é dia de aniversário. O de que venho falar não é o da pessoa com quem estive o prazer de passar esta bonita tarde de Outono (essa já levou com posts suficientes). Hoje é também o 60º aniversário da minha escola primária, O Beiral. O blog foi, há uns tempos, 'acusado' de viver de saudosismos (e indirectamente o seu autor) mas como não o ser quando estive até aos 10 anos numa escola primária com um jardim assim:

Ela própria parou no tempo. Situa-se junto a Monsanto, onde os alunos do 4º ano iam todos os anos apanhar musgo para a exposição de barros da escola por altura do natal. Tinha um jardim da areia para os mais novos e um campo sem nada para os mais velhos. Não era preciso grande coisa. Brincávamos com os carrinhos, à apanhada, a explorar os locais proibídos (como este jardim, suponho que por causa do lago). E eramos imensamente felizes.

(Foto retirada d'este set de fotografias da escola)

sexta-feira, novembro 07, 2008

Comparações sem nexo

Hoje tocou em repeat a música "Canção da Mimi" do novo EP do b fachada. E a frase 'E eu também preciso de lugar' soa-me sempre a 'I am human and I need to be loved / Just like everybody else does'.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Coincidências

Hoje ouvi em repeat a pequeníssima música do Samuel Úria que refere a Rosa Parks. Juro que foi por acaso. Mas por acaso apoio o Obama (ainda que com quase nenhum conhecimento das propostas políticas dos candidatos). Eu sou daqueles que acha que quase todas as políticas fazem sentido desde que as pessoas que as põem em prática sejam as certas. E parece-me que o Barack Obama é o homem certo.


segunda-feira, novembro 03, 2008

Em conversa (2)

S: Porque é que não és mais como o F.?
(referindo-se à minha maneira pacata de ser e ao facto de eu, naquela altura, estar numa de ser cavalheiro)
A: Porque se eu não fosse como sou, tu não gostavas de mim, não era?
S: Sim, tens razão.

Mais ou menos como esta.

domingo, novembro 02, 2008

Manias

Se a minha maneira nervosinha de falar pode ter o seu quê de Woody Allen, uma das minhas manias mais recentes já foi comparada ao Jack Nicholson no filme "Melhor é impossível". Basicamente escolho a cor da palhinha com que vou beber consoante a cor da lata ou garrafa, A 7 up com palhinha verde, a Coca-Cola com uma vermelha, o Ucal com uma azul e o IceTea com uma amarela. Cada maluco com a sua mania, diz o povo.

O Mexia e eu

O post do Mexia lembra-me que o filme In Bruges, sobre o qual falei aqui, estreou esta semana nos cinemas. Parece que, tal como eu, o Mexia gostou bastante dos diálogos.

Receita de hoje

1- Mudar de chinelos para pantufas quentinhas;
2- Ouvir os eps FlorCaveira;
3- Comer broas das Mouriscas (terra dos meus avós maternos).

sábado, novembro 01, 2008

B Fachada e Samuel Úria @ Lusitano Club

As comparações entre os dois são quase inevitáveis mas, bem vistas as coisas, não faz sentido comparar dois músicos com dois estilos tão diferentes. De um lado temos o pop-rock com pinta, do Samuel Úria, e do outro o "folquelore erudito", do b fachada.
A primeira parte pode ser atribuida ao Úria e a segunda ao Fachada mas (muito importante) tiveram sempre os dois em palco e houve sempre uma troca de ideias e apoio instrumental (vozes, guitarra, palmas) por parte do outro. Assim, o mais importante foi fazer daquela noite uma noite memorável para todos e não uma questão de quem começa (ainda que me parece que essa pergunta tenha estado na cabeça de todos à entrada, e não me excluo desses, claro). E foi de facto uma noite memorável, que agura um bom futuro para a música portuguesa e para os álbuns que cada um dos artistas vai lançar em 2009. Para já temos dois bons EP's, que já não é nada mau.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Sobre a discussão de ontem e o filme de hoje

Ontem, com grande pena minha, acabei por não assistir o concerto que os A Silver Mt Zion deram na ZDB como estava pensado. Tudo porque a empresa (que não vou dizer o nome) onde o meu irmão trabalha não gosta de deixar sair os empregados a horas decentes. Ainda assim, não me deitei cedo o suficiente para que hoje, na aula das 8, tivesse bem acordado. A aula era de comportamento animal (outra vez) e consistiu em ver um filme, mais precisamente o Mon Oncle d'Amérique (1980). Ora, ver um filme francês às 8 da manhã não é nada fácil, acreditem. E tenho pena porque o filme era interessante. No entanto, houve um cena que me ficou na memória, esta:



Acho que esta é a resposta para a crítica (no bom sentido) que me foi feita ontem à noite. A agressividade para com nós mesmos acaba por ser uma das poucas opções disponíveis para uma situação de angústia sobre a qual não temos controlo. No entanto, esta não tem de ser tão autodestrutiva como eles dizem. Mas, sim, deixa marcas. Até nos ratos.

terça-feira, outubro 28, 2008

Atracção

Hoje numa aula teórica de comportamento animal o meu professor referiu a diferença de sons entre isto e isto. E, para a mesma finalidade, referiu a diferença entre o som de alerta (na presença de um predador, por exemplo) e atracção de um parceiro (respectivamente) numa espécie de sapos ibéricos. E descobri que tenho de começar a prolongar mais os sons e não terminá-los abruptamente. Ba-si-ca-men-te a min-nha ma-nei-ra ner-vo-sin-nha de fa-lar não é a-atrac-ti-va. E pelos vistos, até os sapos o sabiam.

sábado, outubro 25, 2008

Fins-de-semana

Já dizia o Calvin: "Weekends don't count unless you spend them doing something completely pointless."

sexta-feira, outubro 24, 2008

No Age @ ZDB

Uma banda de abertura que só deu para rir de tão má que era (distribuiram pedras da calçada a meio do concerto. Felizmente, tinha uns gajos a gozar com aquilo atrás de mim que me fizeram rir bastante), mosh e crowd surfing no concerto dos No Age e o mail que o meu irmão me mandou à bocado: "Ainda oiço um zumbidozinho...", resumem bem a noite passada.

Ps: Os No Age têm fãs bem giras.

quinta-feira, outubro 23, 2008

San Quentin

Hoje esta música passou vezes sem conta. No álbum, a pedido dos prisioneiros, o Johnny Cash toca-a duas vezes seguidas. Por alguma razão adoro esta música e gosto de imaginar o que ela significou para aquele público. Como disse o johnny cash: «I was thinking about you guys yesterday. I’ve been here three times before, and I think I understand a little bit how you feel about some things. It’s none of my business how you feel about some other things, and I don’t give a damn about how you feel about other things. But anyway, I tried to put myself in your place and I believe this is how I would feel about San Quentin»:

quarta-feira, outubro 22, 2008

Toca no Discman

Já não ouvia o Parklife há um bom par de anos (talvez mais). A verdade é que nunca fui fã do álbum, gostava daquelas mais conhecidas e pouco mais, e caiu um pouco no esquecimento. Agora, mais conhecedor e com um ouvido mais perspicaz, estou a começar a gostar cada vez mais. Para ser honesto, nunca me tinha apercebido do quão rico o álbum é. Parte desta minha epifania (odeio esta palavra) acaba por ser consequência de, muitas das bandas que parecem servir de referência, serem agora minhas conhecidas. Passando pelo psicadelismo dos anos 60, o punk dos anos 70 e rock alternativo dos anos 80, este ábum reflete a música inglesa das três décadas que o precederam. Há até a pop à Scott Walker na "To the End", uma "Far Out" a lembrar Syd Barrett e ainda a Talking Headsiana "London Loves". Mas a cereja no topo do bolo são, no entanto, as letras à Ray Davies.

terça-feira, outubro 21, 2008

Era uma vez uma gabardine de senhora

Hoje, quando fui a casa da minha avó, a minha mãe levava uma gabardine que já não usava,para dar. Depois de uma lição sobre sobre o 'Word' à minha avó (num pc com o 'Windows NT' que, acreditem ou não, tinha já a função de diferentes utilizadores), decidi experimentar a gabardine e, como gostei, vou passar a andar com uma gabardine de senhora na rua. A verdade é que a única diferença é o lado em que os botões se encontram, e quem é que repara nessas coisas hoje em dia? Ninguém. Espero eu.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Hoje

Hoje tentei ir ver os dEUS à Fnac do Chiado, o que acabou por se revelar impossível face ao número de pessoas que lá se encontravam. Mas não acabei por não sair de lá de mãos a abanar, comprei por 9 euros um conjunto de dois álbuns ao vivo do Johnny Cash, o clássico 'At Folsom Prison' (1968) e o 'At San Quentin' (1969). Mas não é daquelas compilações rascas de dois álbuns que vem uma embalagem com os dois CDs, tem mesmo os dois álbuns separados e em caixas diferentes. Confesso que só conheço o 'At Folsom Prison'. E faz jus à fama.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Mau agoiro

«Guarda bem o teu tesouro,
se não sabes porque o vais trocar.
Não vejas na minha luta
os passos que te apetece dar,

eu sou sempre mau agoiro.
Guarda, então, o teu tesouro
Pois eu corri atrás de tudo
e com nada consegui ficar»

Nuno Prata - Guarda bem o teu tesouro

MEC

Na revista 'Visão' de hoje, dia mundial da alimentação, vem uma entrevista "à mesa" com Miguel Esteves Cardoso sobre a alimentação dos portugueses. No seu estilo inconfundível, somos dissecados com a precisão de um cirurgião.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Trabalhos de grupo

Este ano tenho uma série de cadeiras com trabalhos de grupo a valerem metade da nota. Ora, eu tenho um grande problema com os trabalhos de grupo: são em grupo.

terça-feira, outubro 14, 2008

Um dia terei uma destas

(e deixarei crescer um bidoge para a ocasião)

segunda-feira, outubro 13, 2008

Óculos

Até o Matt Berninger (The National) já tem uns óculos parecidos com os meus. Aceitam-se apostas sobre quem será o próximo. Eu tenho os meus palpites.

In many ways I miss the good old days

Em repeat, há uma semana, está o Is This It? Com tudo o que isso implica.


domingo, outubro 12, 2008

Maladjusted

Já depois do concerto, e enquanto esperava pelo autocarro, lembrei-me de um pós-concerto de há algum tempo em que, após grave desilusão, senti uma vontade imensa de ir de autocarro para casa, apetecia-me passar noite a andar pela rua. Ainda assim, acabei a apanhar um táxi. Ironicamente, ontem, só queria ir para casa o mais rápido possível, mas fui de autocarro para casa. Os meus sentimentos sempre tiveram descoordenados com a minha vida.

Pontos Negros @ MusicBox

As boas notícias é que assistiu-se ontem a uma espécie de revolução 'underground' que apoia a música nacional cantada em português, e é feita pelas pessoas certas. As más é que quem apoia esta "revolução" é um bando de betos-histéricos. Não quero parecer pretensioso mas quem lá esteve viu que havia ali muito exagero da parte de muitos dos "putos". Mas talvez esse histerismo juvenil seja uma das consequências necessárias para uma revolução musical.
O concerto foi bom, mas parece-me que ainda lhes falta ali qualquer coisa. Têm grandes músicas, é certo, mas ainda não conseguem manter o nível qualidade que era desejável. O que até é normal para uma banda em início de carreira. A subida ao palco de muitos dos elementos da FlorCaveira, começando pelo grande Tiago Guillul, veio trazer alguma animação. Esse foi, aliás, o ponto alto da actuação (já a segunda subida ao palco do público pareceu-me muito pouco espontânea e desnecessária). A maior parte das novas músicas não me convenceu mas para uma melhor apreciação tenho ainda de ouvir o álbum. A verdade é que não quero ser muito duro com eles, já que eu não estava com (ou não tenho) espírito para um concerto daqueles. Mas ainda que tenha ficado aquém das expectativas, foi um concerto interessante e que deixa boas indicações para o futuro.
Ficarei à espera impacientemente pela consoada FlorCaveira no Maxime. Esse sim, vai ser o concerto do ano.

terça-feira, outubro 07, 2008

Sete Canções Trágicas

Bem, são aqueles desafios blogueiros, blá blá blá. Adiante. Sete canções (todas elas óbvias) com significado especial na nossa vida. Aqui estão elas (por uma ordem totalmente arbitrária):

The Smiths - Hand in Glove



Foi a primeira que me veio à cabeça. O amor trágico. Como eu gosto. Pensei noutras dos Smiths que, em termos de letra, me dizem mais mas esta sempre foi o clássico. Talvez a minha música preferida de todos os tempos.

Morrissey - I'd Love To



Sim, outra vez o Morrissey. Esta música, completamente esquecida na carreira do Morrissey, aparece na edição especial do Viva Hate. A música não é fantástica mas chegou numa altura tramada e, nos difíceis meses de Dezembro de 2006 e Janeiro de 2007, deve ter sido a que ouvi mais vezes.

Bonnie 'Prince' Billy - Black

Black - Bonnie Prince Billy

Para mim, a melhor música do B'P'B. Já falei dela aqui, algures. Sinto uma estranha empatia por ela, acho que por não haver muitas músicas como ela. Ou mesmo nenhuma. Há noites em que isto pode tocar dez vezes seguidas.

Leonard Cohen - Avalanche



Foi apartir desta música que começei a ouvi-lo. Já conhecia uma ou outra coisa mas foi quando peguei no 'Songs of Love and Hate' e começou a tocar esta música que percebi, pela primeira vez, porque é que ele é considerado um dos melhores escritores de canções de sempre. Desde então o amor foi sempre a crescer.

Elliott Smith - Between Bars



O Elliott Smith foi o primeiro artista folk que ouvi. Lembro-me de começar pelo Either/or e esta música ter sido sempre aquela que me fazia pôr o CD em modo repeat, enquanto estava deitado na cama a ouvir. Deprimente? Bastante, e então?

Jeff Buckley - Forget Her

A par dos Nirvana (que lamento não tenha espaço para incluir), o Jeff Buckley é o artista de que gosto há mais tempo. Esta é, para mim, a melhor música dele e que inexplicavelmente não entrou no 'Grace'. Acho que esta é daquelas que fala por si.

Silver Jews - Random Rules



Cheguei a eles há relativamente pouco tempo mas desde então ando obcecado. O Berman é absolutamente fantástico. A razão para a escolha desta música é difícil de dizer. Acho que em parte se deve ao facto de eu sentir a minha vida demasiado marcada pelo acaso.

sábado, outubro 04, 2008

Without a doubt

«Nothing hurts you like the pain of someone you care about,
If I could take it all myself, you know I sure would, without a doubt»

Spiritualized - Stop Your Crying

Especialmente lento (2)

Ontem à noite, já deitado na cama, constatei que a noite anterior tinha sido o primeiro dia que dormi de edredão. Uma espécie de início não-oficial do Outono. E depois lembrei-me que tinha sonhado contigo. Não há coincidências.

Semana Morrissiana

quinta-feira, outubro 02, 2008

Especialmente lento

Das duas uma, ou há pessoas com muita sorte ou então trocam de sentimentos como quem troca de cuecas. Mas suponho que não posso criticar ninguém visto também eu ser um bocado «anormal» nisto. Como diria o Conor Oberst, sou especialmente lento.

terça-feira, setembro 30, 2008

Desenhos (ou a minha falta de jeito para o desenho)

Num blog aqui do lado mostraram-se "resquícios das aulas de modelo nu". Aqui, não temos mulheres nuas mas, como não quero ficar atrás, aqui ficam os desenhos da aula de hoje de entomologia. Reparem como o gafanhoto parece ter patas de aranha na vista superior.

segunda-feira, setembro 29, 2008

The Rural Alberta Advantage

Um dos melhores álbuns deste ano chama-se 'Hometowns' e pertence aos The Rural Alberta Advantage. No entanto, ninguém fala disso. Mas como eu não gosto de pactuar com injustiças, oiçam aqui a música deles. São os novos Neutral Milk Hotel.

Não comecem com a "Frank AB" que é a que se ouve inicialmente. Eu sugeria a "Don't Haunt This Place" ou a "Luciana". Ainda que algumas das melhores (eu diria até que as três ou quatro melhores) nem aqui estão no myspace, mas enfim.

O facto de eles irem tocar numa "Portuguese Association" em Montreal daqui a dois dias só prova que são bons e que sabem o que estão a fazer.

domingo, setembro 28, 2008

Ghost World

Hoje revi este filme e gostei muito mais agora do que quando o vi no cinema, há seis anos atrás. É o tipo de coisa com que me identifico mais facilmente agora que nessa altura. Lembro-me que fui depois das aulas e que era uma sala de cinema muito velha, que provavelmente já não existe, ali para os lados da Duque d' Ávilla. Estavam na sala umas 6 ou 7 pessoas e lembro-me que havia lá um casal com All Stars. Sim, sou o tipo de pessoa que repara e decora este tipo de coisas. Anyways, recomendo que o vejam.

sábado, setembro 27, 2008

Friday Night Fever (2)

A verdade é que não há fever nenhuma. Não sei porque é que me meto nestas coisas sabendo antemão que não me vou divertir. Diria que não é uma vontade de pertença mas antes uma ilusão de pertença. Como diria o David Berman: I have not avoided certainty / It has always just eluded me.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Friday Night Fever

Diz que começa com um pouco de comédia, Tuna Feminina do IST, e acaba com os Wraygunn, que estou curioso para ver.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Air Harmonica

Se um dia me virem a "bochechar" com ar no meio da rua o mais provável é estar a ouvir Bob Dylan e a tocar air harmonica.

Pedido

Odeio o José Socrates. Por favor lembrem-me disso se, daqui a 6 meses e confrontado com a falta de opções, eu vacile. Obrigado.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Hoje

Este aconselho. Não será o melhor filme do ano e muito menos é um filme que vá ficar para a história. Mas ainda assim, não há nada com uma parvoíce pegada bem feita. E muito importante: sem pretensiosismos.

Hoje

Fui ver isto mas não fiquei impressionado. Um filme em que o sexo anal leva à morte de uma série de pessoas (para quem viu o filme é uma boa piada).

domingo, setembro 21, 2008

Poker Night (2)

Chego a casa com pena de não ter sido mais longa mas a verdade é que estava dependente da boleia para casa. Durante as várias horas de jogo ouviram-se muitas bandas inglesas, já que eram 4 ingleses e meio para 2 portugueses e meio. Dos Stranglers aos Pulp, dos Ocean Colour Scene aos Undertones.
Interessante foi reparar nos vários tipos de pessoas ali presentes. Desde o calmo John, com sua
t-shirt do Liverpool, ao hilariante, metade português / metade inglês e co-responsável por eu ser um fã de Smiths, Paul. Apenas numa coisa não divergiam: na capacidade de fazer desaparecer cerveja.
Quanto aos 5 euros que todos pusemos inicialmente, bom, digamos que não ficaram comigo.

sábado, setembro 20, 2008

Poker Night

Hoje é noite de Poker com alguns trintões ingleses. A estratégia passa por nem tentar fazer bluff, que desde cedo percebi que não sou bom no withholding information e muito menos consigo mentir (no sentido de ser demasiado óbvio que o estou a fazer, não por problemas de consciência).

sexta-feira, setembro 19, 2008

Not so much to be loved as to love

Hoje decidi sair de casa com cd's que não costumo ouvir. Um deles foi um álbum do Jonathan Richman. Na primeira música ele diz que precisava "not so much to be loved as to love". E eu indentifiquei-me com aquilo. E pensei em como esse sentimento poderia ser perigoso mas que me interessa muito mais que o outro ainda assim.

b (fachada) @ Livraria Trama

Fui ver o b (fachada), um projecto que não pertencendo à editora FlorCaveira parece estar desta indissociável. Samuel Úria foi um dos presentes, e teve direito a uma dedicatória por fazer anos; Tiago Guillul, sempre presente (neste caso só em espírito) e que parece ser (e é) uma das principais referências para todos eles, foi recordado com uma canção para cada um dos seus 3 filhos; e por fim, uma música dirigida a toda a FlorCaveira, e como todos eles são queridos pelo ípsilon e pelo Galopim. Numa noite de muitos risos, ficou a impressão que, ao contrário do Guillul ou dos Pontos Negros, este não é um projecto que se oiça fora daquele ambiente familiar (e isto inclui não ouvir em casa). No entanto, no ambiente certo, é um projecto bastante interessante para ver e ouvir.

(Foto por Vera Marmelo)

segunda-feira, setembro 15, 2008

And if you have five seconds to spare / Then I'll tell you the story of my life

Enquanto espero, chego sempre mais cedo, observo as pessoas que passam. Vejo uma rapariga de vestido vermelho com flores. Olho, curioso, à medida que ela desce em direcção aos armazéns do Chiado. É bonita. No entanto, o cabelo está desarranjado e os ténis são velhos, fazendo com que sobressaia de entre todas as outras pessoas que vestidas a preceito passeiam na rua. Reaparece, minutos mais tarde. Olha a toda a volta durante um minuto. Parece impaciente e confusa. Procura, em vão, por alguém que tarda a aparecer. De repente, recebe uma mensagem no telemóvel, e parece ficar preocupada. Agita os braços num claro sinal de perturbação. Decide fazer uma chamada. Finalmente sorri. Está visivelmente feliz. Quem diria? Desce a escada do metro de dois em dois degraus e desaparece, a correr, pelo corredor.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Para o fim-de-semana

Vou passar o fim-de-semana em Santa Cruz a ouvir Elliott Smith. Este gajo podia estar a cantar que é um passarinho amarelo livre e feliz que soaria incrivelmente triste e depressivo. Se a colega de trabalho da minha colega bloguer canta Celine Dion, vencedora de um Oscar em '98, com aquela música horrível, aqui ouve-se um dos vencidos dessa mesma cerimónia:



Do you miss me, Miss Misery
Like you say you do?

No escuro

Tenho 21 anos. Gostava de ser mais independente e assim. Mais adulto. E no entanto, ainda me deito com o meu pijama de tubarões que brilham no escuro.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Ouvido no Restaurante

"Não consigo imaginar a minha vida sem a Sic Notícias."

segunda-feira, setembro 08, 2008

Verão 2008 - Parte Dez

And if a double-decker bus
crashes in to us
to die by your side
is such a heavenly way to die

and if a ten ton truck
kills the both of us
to die by your side
well the pleasure, the privilege is mine

Como não podia deixar de ser, a minha amiga de longa data. Reparem como ela é vaidosa mesmo estando cheia de ferrugem.

domingo, setembro 07, 2008

Verão 2008 - Parte Nove

What can you do with a sentimental heart?

Paris Hilton for President

Depois de ter surpreendido com isto (talvez seja montagem, não sei), Paris Hilton volta a surpreender. O vídeo já é antigo (em tempo internético) e surgiu em resposta a ter visto a sua imagem e "bom nome" terem sido usados para, num anúncio da campanha de McCain, ser comparada a Obama. A resposta veio de forma inesperada:



E, já esta semana, o programa Daily Show fez uma interessante análise sobre os comentários feitos por alguns republicanos sobre a escolha de McCain para vice-presidente.


sábado, setembro 06, 2008

Verão 2008 - Parte Oito

L. (3)

E, entre as várias actuações desta terceira série (Peaches, B-52, Tegan and Sara), tiveram lá estas senhoras:


L. (2)

E a terceira temporada acabou com a música All I want da Joni Mitchell. I rest my case.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Verão 2008 - Parte Sete

And while the seagulls are crying
We fall but our souls are flying

quinta-feira, setembro 04, 2008

Verão 2008 - Parte Seis

There is nothing that the road cannot heal

quarta-feira, setembro 03, 2008

Verão 2008 - Parte Cinco

Não, não são ramos partidos. Apresento-vos o único pinheiro de Portugal que decidiu, a certo ponto, crescer para baixo. Se falasse, talvez dissesse:

So the life I have made
May seem wrong to you
But, I've never been surer
It's my life to ruin
My own way

Verão 2008 - Parte Quatro

Antes:Depois:

terça-feira, setembro 02, 2008

Verão 2008 - Parte Três

Little boxes on the hillside,
Little boxes made of tickytacky

Little boxes on the hillside,
little boxes all the same


PS: Este ano, em vez do pôr do sol visto de minha casa e estados de espírito, ficam com fotos de alguns dos sítios por onde passei de bicicleta. São as vantagens de já ter um telemóvel que tira fotos. RIP Siemens ME45, foste um bom amigo.

Verão 2008 - Parte Dois

I've set the rain
to be cold and hard
I've set the sun to
be bright and sharp
To wake you up
from your hollow dream
I'll shake your bed
with a thunder strike
from my hand

domingo, agosto 31, 2008

Verão 2008 - Parte Um

There may come a day
When I’m weak and I’m stupid no longer

sábado, agosto 30, 2008

Do women know about shrinkage?

E por falar em séries, ontem às oito da noite dei um último mergulho no mar de Sta. Cruz - hoje já estou em Lisboa. E já se sabe, água, ainda por cima gelada, e a minha masculinidade ficou, por momentos, severamente comprometida. E lembrei-me daquele diálogo fantástico no Seinfeld:

George Costanza: Do women know about shrinkage?
Elaine: What, you mean like laundry?
Jerry: No. Like when you're in a pool... afterwards...
Elaine: It shrinks?
Jerry: Like a frigthened turtle.
Elaine: Why does it shrink?
George Costanza: It just does.
Elaine: I don't know how you guys walk around with those things.

sexta-feira, agosto 29, 2008

Freaks and Geeks

Tal como disse há tempos, tenho andado a rever o Freaks and Geeks. É das minhas séries preferidas de sempre. Ali ao nível dos Simpsons, do Seinfeld, do Fawlty Towers, e poucas mais. Aqui fica um excerto de um dos últimos episódios que vi:


domingo, agosto 24, 2008

L.

Foi preciso a música Coming Back to You do Leonard Cohen ter passado na série L Word para eu reparar nela. E, na série, bastou ouvir o princípio:

Maybe I'm still hurting
I can't turn the other cheek
But you know that I still love you
It's just that I can't speak

Entretanto, nesta mesma série, entre a primeira e a segunda temporadas, também já passou a I'm Your Man, muito bem enquadrada - tal como a Coming Back to You, diga-se -, e a People Ain't No Good e a Into My Arms do Nick Cave. Nos próximos dias começo a ver a terceira temporada.

sábado, agosto 23, 2008

Dreaded sunny day

Enquanto pedalo oiço o álbum The Queen is Dead - até a andar de bicicleta faz sentido - e canto bem alto, com um sorriso na cara, a letra da Cemetry Gates.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Stuck in a city, belong in a field

Hoje, antes sair de Sta. Cruz - vim a Lisboa por pouco mais de um dia -, tinha uma grande vontade de cá vir. Ainda assim, no momento em que cheguei à minha rua, senti que não era aqui que eu queria estar. O que é que eu faço aqui? Nada. Não há nada para mim aqui. Pelo menos agora.

sábado, agosto 16, 2008

Coisas

Os Jogos Olímpicos continuam a ser fantásticos. A prova do Phelps na madrugada passada fez-me saltar do sofá - coisa que muitas vezes nem os golos do Sporting fazem. Já hoje, um Jamaicano bateu o recorde mundial dos 100 metros, em atletismo, tendo ainda tempo para, antes de chegar ao fim, festejar. Por outro lado, os portugueses continuam iguais a si mesmo. Uns acusam o arbitro. Outros dizem que, à hora da prova, estava-se bem era na cama. E por aí fora. Chegou ao ponto de um judoca português ter acusado um judoca brasileiro de se ter envolvido com a namorada dele, durante a sua estadia em Pequim. É por estas e por outras que o povo português é o melhor povo que há.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Noite

A ouvir Walker e a ler Cohen.

You do not have to love me
just because
you are all the women
I have ever wanted
I was born to follow you
every night
while I am still
the many men who love you

I meet you at a table
I take your fist between my hand s
in a solemn taxi
I wake up alone
my hand on your absense
in Hotel Discipline

I wrote all these songs for you
I burned red and black candles
shaped like a man and a woman
I married the smoke
of two pyramids of sandalwood
I prayed for you
I prayed that you would love me
and that you would not love me

segunda-feira, agosto 11, 2008

De Sta. Cruz

Olá caros leitores,

Daqui tudo na mesma. Passeios de bicicleta, mergulhos na piscina e visionamento de séries. Não tenho lido nada, o que acaba por me preocupar já que esta é a única altura do ano em que o costumo fazer.
Ontem às quatro e tal da manhã vi a emocionante prova de natação de 4x100 livres, com o Michael Phelps a ganhar a segunda das oito medalhas de ouro que pretende ganhar para bater o compatriota Mark Spitz que arrecadou sete em 1972. Não sei alguém anda a acompanhar esta saga mas aquilo foi incrivelmente emocionante até para quem não gosta de natação - eu fui praticante durante 12 anos. Foi com imensa surpresa que vi, nada mais nada menos, que 5 nações a baterem o recorde mundial da distância. Os EUA tiraram 4 segundos ao recorde.
Daqui é tudo por agora, esperem mais visitas que eu venho à net 5 minutos por dia - os consumos são baixos e a vontade é pouca - por isso pode sempre me apetecer escrever qualquer coisa.
Continuação.
F.

sábado, agosto 02, 2008

Chegar e partir (2)

Cá estou eu em Lisboa, em princípio, novamente por umas horas. O suficiente para vir aqui falar-vos. Depois de uma semana sem fazer nada em casa, passei então uma semana no Algarve com amigos. Houve, claro, excessos... de parvoíce. Principalmente, desses. Agora vou passar o mês de Agosto em Sta. Cruz, que não me para de surpreender. De ano para ano a vila está mais desenvolvida sendo que este ano chegou a "betalhada" em peso. Grupos de jovens betos aglomeram-se à noite em rituais típicos. É estranho ver uma pacata vila virar capital da betolândia em tão pouco tempo. Há também cada vez mais casas e a vila cresce a uma velocidade fora do normal.
Felizmente, o investimento feito em Santa Cruz há coisa de dois anos trouxe também coisas boas, como um ciclovia de um tamanho considerável ou as zonas pedonais. Nestas duas últimas noites, houve um interessante concurso de homens-estátua numa das principais ruas pedonais da vila.

Entretanto, há quem veja filmes, mas por aqui a saga das séries continua e durante este mês vou acabar de ver, ver ou rever as seguintes séries: "How I Met Your Mother", "Freaks and Geeks", "Black Books", "Office" americano, "30 Rock" e "Tell Me You Love Me". De fimes devo ver a trilogia da dupla Sergio Leone - Clint Eastwood e uns Hitchcock mas depois digo, que isso é mais imprevisível.

Enfim, daqui é tudo, que as coisas mais pessoais, este ano, ficam para mim. Mas digo já que fazer 21 anos daqui a menos de 2 semanas não ajuda nada.

quinta-feira, julho 31, 2008

Chegar e partir

Até sábado.

quinta-feira, julho 24, 2008

Viagem adiada (2)

Parto hoje de comboio em direcção ao Algarve. On the Road na mão e America Water nos ouvidos.

Até dia 30/31 de Julho.
Boas férias.
Ou boa semana, para quem trabalha.

F.

quarta-feira, julho 23, 2008

Viagem adiada

A esta hora estão os meus amigos a reunir-se na estação de comboios de entrecampos para partirem para Faro e eu aqui à espera de tratar de papelada da faculdade. Não acho nada bem.

terça-feira, julho 22, 2008

How I Met Your Mother

Ando viciadíssimo nesta série. Vou na 3ª temporada e aconselho vivamente. Basicamente é como muitas outras séries sobre um grupo de amigos, mas é das boas. Aqui fica este excerto da 2ª temporada da série com o Barney - talvez a melhor personagem - a mostrar a sua casa de solteiro à Lily:


segunda-feira, julho 21, 2008

Hoje

We could be looking for the same thing,
If you're looking for someone.
We could belong to each other,
If you're not seeing anyone.

domingo, julho 20, 2008

Leonard Cohen @ Passeio Maritimo de Algés (2)

«I wish you'd go home with someone else. Don't be the person that you came with. Oh, don't be the person that you came with, Oh don't be the person that you came with. Ah, I'm not going to be. I can't stand him. I can't stand who I am. That's why I've got to get down on my knees. Because I can't make it by myself.»

Leonard Cohen - Please Don't Pass Me By (A Disgrace)

(Não, obviamente, não tocou esta. Nem eu queria.)

Leonard Cohen @ Passeio Maritimo de Algés

Bom, depois do silêncio de ontem à noite sinto-me já capaz de falar. E não, não foi bem o concerto que me deixou sem palavras. Nem, como sugerido pela MJ, a presença do Mexia 2 metros atrás de mim.
Sobre este concerto, iluminado por uma lua cheia, há muito a dizer. A voz do Cohen estava fantástica. Aliás, o Cohen esteve fantástico a todos os níveis. Para além da voz, estava bem disposto e ficava visivelmente feliz com as prolongadas palmas - ainda que a razão do seu regresso aos palcos não tenha sido a melhor, pareceu estar feliz com este regresso. Quando saía do palco, ía aos saltinhos. Dançava, sorria, ria-se, tudo. Pena foi que o seu altruismo seja tal que deu demasiado protagonismo aos outros músicos, concedendo-lhes a todos eles solos e apresentando cada um umas 5 vezes (se não mais). O concerto com isto perdeu ritmo e, consequentemente, intensidade. Foi esse lado instrumental que fez com que o concerto não fosse perfeito. O caso mais chocante foram os arranjos na "Bird On A Wire" que estavam pavorosos. Mas as palavras estiveram sempre lá - faltou a "Famous Blue Raincoat" - ainda por cima com a voz perfeita de um Cohen em plena forma, o que acabou por mascarar os exageros dos outros músicos. O público bateu muitas palmas, não eram só as músicas que estavam a ser aplaudidas, as palmas eram também uma forma de agradecimento pelos 40 anos de carreira.
Na música "Halellujah" senti um arrepio e vieram-me as lágrimas aos olhos. Um pouco à minha frente um senhor com 30 anos chorava. Mais à frente um senhor de 50 e tal levava as mãos à cabeça. Do outro lado um senhor com os seus 70 anos, comandava uma orquestra imaginária. Foi um dos momentos da noite. Na "First We Take Manhattan" todo o público gritava as palavras "then we take Berlin". A concorrer com estas duas para melhor música do concerto esteve, claro, a "I'm Your Man". Se a estas juntarmos a "Dance Me to the End of Love" que abriu o concerto, penso que é estranho que nenhuma das melhores músicas de ontem venha do período que mais gosto do Cohen, ou seja, dos primeiros 4 álbuns. A explicação são, nalguns casos, os arranjos. Noutros, o lado mais intimista dessas músicas que ali, ao ar livre e para milhares de pessoas, parecem um pouco deslocadas. Noutros ainda, talvez o facto da voz do Cohen não ter a agilidade que tinha. Mas por serem o que são músicas como "Suzanne" e "Hey, That's No Way To Say Goodbye" ainda me fizeram feliz.
O concerto teve quase 3 horas, o que se explica pelo facto de ter tido intervalo e com os solos e apresentações de todos os músicos mais de 5 vezes cada um, mas também por ter passado por quase todos os álbuns até agora editados. Inexplicavelmente, faltou e tem faltado sempre nesta tour, pelo menos uma música do Songs of Love and Hate. Ainda assim, daria ao concerto um 9 em 10. Ao Cohen um 10 em 10.

Voto de silêncio

sábado, julho 19, 2008

Razão versus emoção (3)

Depois de a última edição ter sido dedicada a dois álbuns do Neil Young, o tema de hoje são os incontornável concertos de hoje à noite. De um lado está Lou Reed e tem a seu favor a discografia dos Velvet Underground, com e sem J. Cale, e o álbum Transformer. Do outro, Leonard Cohen, e a sua década de 60, 70 e 80.
Têm mais do que simples respeito um pelo outro. Isso ficou claro na presença de Reed na inscrição de Cohen no Rock & Roll Hall of Fame. Também na entrevista a Reed da revista Visão que, depois de o jornalista o ter informado que iria actuar no mesmo dia que Cohen, se mostrou bastante chocado com esse facto.
Estrearam-se no mesmo ano de '67, ainda que com idades bem diferentes, Reed com o álbum Velvet Underground & Nico e Cohen com Songs of Leonard Cohen. Qual destes o melhor álbum? Impossível dizer. Mais fácil será tomar uma decisão para os concertos de logo à noite. No meu caso, é Cohen de caras.

sexta-feira, julho 18, 2008

Livros (2)

Tal como disse, comecei ontem a ler Kerouac. Uma das coisas que mais me chateia quando estou a ler um livro de um autor estrangeiro, são as traduções. Uma pessoa nunca sabe quanto do significado daquelas palavras são do autor e quanto são do tradutor. Aquelas pequenas manias, de quem são? Um exemplo disso é o calão. Soa sempre mal. E fico sempre com dúvidas sobre qual terá sido a palavra que o autor usou originalmente. E depois, o facto de os tradutores terem, muitas vezes, os seus autores correspondentes, fazem com que o seu estilo fique entranhado nos livros desses autores. Por outro lado, se lermos na língua original - no meu caso, só mesmo o inglês - acabam sempre por surgir palavras que não conhecemos o significado.

Um dos autores que deixei a meio, mas no qual faço intenções de voltar a pegar, foi este senhor:


Sobre o qual já falei aqui.

quinta-feira, julho 17, 2008

Livros

Apetece-me ler qualquer coisa. Tenho ali dois ou três livros que comecei a ler durante o ano lectivo e que não cheguei a acabar de ler mas não sei até que ponto me apetece voltar a tentar. Neste momento estou entre o Philip Roth, que foi um dos que deixei a meio, e o Jack Kerouac. Se alguém tem opinião formada sobre algum destes senhores ou sugestões para dar, é dá-las agora.

quarta-feira, julho 16, 2008

Please Don't Pass Me By (2)



Vivid and in your prime
you left me behind

Please Don't Pass Me By

Durante mais de 12 minutos L. Cohen prega as plavras que diz ter lido na rua num homem com um cardboard placard on his back. Esta música está no seu álbum ao vivo mas as suas palavras de pregação estão em todos os seus álbuns.

«Now I know that you're sitting there deep in your velvet seats and you're thinking "Uh, he's up there saying something that he thinks about, but I'll never have to sing that song." But I promise you friends, that you're going to be singing this song: it may not be tonight, it may not be tomorrow, but one day you'll be on your knees and I want you to know the words when the time comes. (...) You're going to have to learn how to sing this song, it goes:

Please don't pass me by,
oh please don't pass me by,
for I am blind, but you can see,
yes, I've been blinded totally,
oh please don't pass me by.»

Saldos

Não consigo fazer compras. Ontem e hoje percorri umas quantas lojas à procura de todas as peças de roupa possíveis - estou a precisar de tudo - e não comprei nada. Ou simplesmente não gosto, ou não gosto muito da cor/padrão, ou não gosto muito do formato, ou não têm o meu tamanho. Enfim, um pouco de tudo. Se a isto juntarmos o facto de eu simplesmente não gostar de andar às compras percebe-se o porquê de quase metade das minhas t-shirts serem de oferta e ter um número de calças a uso que nem me atrevo a dizer, por exemplo.

É claro que aproveitei para dar os meus passeios de verão (ao som de Pixies, Camera Obscura e Silver Jews), que ainda deram uns quantos posts o ano passado, e pensar na vida, cantarolar e essas coisas do costume. Isto a 30 ºC de temperatura e o sol sempre a chatear.

terça-feira, julho 15, 2008

Pixies

No outro dia lembrei-me de retirar isto da arca das recordações e avaliar de uma forma mais actual a qualidade do disco. Não podia ter ficado mais surpreendido. Isto é bem melhor do que eu me lembrava. E já tinha uma muito boa opinião em relação ao álbum. Devo confessar que conheço muito mal os dois álbuns que asandwicham este, visto que a minha preferência sempre recaiu sobre este. Como ele não precisa de grandes apresentações, deixo aqui a faixa de abertura, o clássico "Debaser", cantada ao vivo na tour em que se reuniram, há uns anos atrás:

segunda-feira, julho 14, 2008

Desligar

I've never gotten used to it,
I've just learned to turn it off

Bob Dylan - If You See Her, Say Hello

Tiago Guillul @ Fnac Colombo

Já conto com 4 showcases na Fnac, dois no Chiado e dois no Colombo. Vi Rufus Wainwright, na sua primeira passagem por Lisboa - no dia em que deu um dos melhores concertos que já vi, na Aula Magna -; vi depois Nuno Prata, ex-baixista dos Ornatos Violeta, também no Chiado, num showcase em que ele tocou o álbum que estava a apresentar quase na íntegra; "vi" - tava tanta gente que não vi quase nada - o David Fonseca na Fnac do Colombo, aquando da edição deste último álbum; e agora vi o Tiago Guillul, também no Colombo.
Ainda que me pareça que este é de longe o menos conhecido, as pessoas que lá estavam eram predominantemente conhecidos do senhor, foi o que gostei mais. Gostei, aliás, mais de o ouvir ao vivo que em álbum. Os coros parecem fazer mais sentido e o divertimento de todos os elementos da banda que o apoiava acabou por ser contagiante. Pecou - não, não foi por acaso - por ser pequeno. Tocou 6 músicas, 5 das quais do novo álbum (que eu recomendo a compra). O Tiago Guillul é o fundador da editora FlorCaveira que conta, para além dele próprio, com os já bastante conhecidos Pontos Negros - que estavam lá a apoiar, na banda e entre o público -, entre outras bandas. A música já foi definida como Punk-Cristão, ainda que para mim aquilo de punk não tenha nada. Já de cristão, até tem.
Deixo-vos aqui o myspace e o blog - que também vai passar a constar nos links aqui da casa.

domingo, julho 13, 2008

Strange Victory, Strange Defeat (3)

Hoje estou numa de música portuguesa. Já passei pelo Sérgio Godinho, pelo José Afonso e pelo José Mário Branco. Este último tem a fantástica e quase esquizofrénica "FMI" sobre o pós-25 de Abril "escrita, assim, de um só jorro numa noite de Fevereiro de 79". Acompanhem com a letra aqui, por exemplo. Aqui está a primeira parte da actuação ao vivo (só audio):



A segunda parte aqui.

No princípio parece estar decidido a fazer uma canção como outra qualquer, com estrutura poética. Depois desiste de ter versos e desata a pregar o que bem lhe apetece.
Critíca a passividade das pessoas: "Estás desiludido com as promessas de Abril, né? As conquistas de Abril! Eram só paleio a partir do momento que tas começaram a tirar e tu ficaste quietinho, né filho? E tu fizeste como o avestruz, enfiaste a cabeça na areia, não é nada comigo, não é nada comigo, né? E os da frente que se lixem... E é por isso que a tua solução é não ver, é não ouvir, é não querer ver, é não querer entender nada, precisas de paz de consciência, não andas aqui a brincar, né filho? Precisas de ter razão, precisas de atirar as culpas para cima de alguém e atiras as culpas para os da frente."
Essa passividade acaba por o irritar e aos 13 minutos começa a esquizofrenia e a revolta contra tudo o que correu mal. Diz, aos gritos, todos os palavrões possíveis: "Quero ser feliz porra, quero ser feliz agora, que se foda o futuro, que se foda o progresso, mais vale só do que mal acompanhado, vá mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos!"
E depois acalma-se. E, claro, acaba por defender a revolução de Abril: "Neste cais está arrimado o barco sonho em que voltei. Neste cais eu encontrei a margem do outro lado, Grandola Vila Morena. Diz lá, valeu a pena a travessia? Valeu pois."

sábado, julho 12, 2008

Bonnie 'Prince' Billy @ ZDB

Entra em palco de crocs vermelhos e sai ovacionado por uma sala esgotada? Algo se passa aqui. Pois bem, eis Bonnie 'Prince' Billy.

Mas vamos recuar um pouco no tempo. Antes do concerto estava eu sentado à espera, quando de repente passa o Bonnie 'Prince' Billy, a assobiar, feliz, como se não fosse nada. Parecia estar a meter-se com as pessoas que ali esperavam.
Depois de estar tudo preparado e impaciente para que comece, entra a banda. O Bonnie 'Prince' Billy vinha todo de branco e crocs vermelhos. As primeiras músicas foram retiradas do último álbum, dando o mote para o resto do concerto e prometendo, desde cedo, uma noite dedicada ao country-rock. No meio de uma música alguém grita "ihá", Will Oldham responde com um "ihá" também. Toda a gente bate o pé. No entanto, o vidro para o Bairro Alto - com muita gente intrigada com o concerto que decorria lá dentro e, suponho, com a figura do B'P'B - mantêm-nos conscientes de que não estamos no interior americano, estamos em plena Lisboa. A natureza (ou roupagens, como se diz agora) country-rock das músicas tornaram-nas difíceis de acompanhar - mesmo nas músicas que conhecia bem tive dificuldade em "cantarolar". As palavras também se perderam um pouco com tantos sons por trás. A presença de um guitarrista - que era fantástico, parecia muito feliz, fazia boas segundas vozes e, como o meu irmão disse, tinha para aí 10 anos - permitiu ao Bonnie Billy não tocar guitarra em algumas músicas e esbracejar e "dançar" como bem entendeu.
É difícil comparar este concerto com o anterior tendo eles muito pouco em comum. Se o anterior tinha intimidade por ele estar sozinho ou acompanhado pela Dawn MacCarthy, uma voz feminina bem mais interessante que a da violinista desta banda - ainda que esta fosse mais gira -, acabou por haver um distanciamento. Parecia estar num pedestal, por ele ser como é e muitas vezes parecer estar noutro mundo, e pelas palavras que assumiram, nesse concerto, um papel mais importante. Aqui, a intimidade foi dada pela coesão da banda e a felicidade dos membros. E ele parecia mais próximo, mais humano até. Não deixou no entanto de deixar transparecer poucas emoções faciais (ainda que caretas ele faça com frequência) - excepto no segundo encore em que parecia muito contente. No entanto transmite-as, quer seja pelo olhar, pelas palavras ou pelo raro (e talvez por isso mais valioso e expressivo) sorriso.
Durante mais de duas horas, foi percorrida uma carreira de mais de 10 anos, desde o álbum de estreia da sua banda, os Palace, até ao álbum deste ano como Bonnie 'Prince' Billy, o seu já muito usado pseudónimo. Houve momentos lindíssimos, houve momentos de fazer rir e houve muita festa. Algumas das melhores músicas foram "You Want That Picture", "I See a Darkness" ou "Love Comes to Me", todas como seria de esperar. Até agora este foi, para mim, o concerto do ano. E ainda por cima, de todos os concertos a que já fui este ano (ver sidebar), foi o mais barato.

Quando ele voltar, lá estarei outra vez na primeira fila.