quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Supemercado
- o meu irmão decidiu cantar isto quando estavamos no supermercado e ficou-me na cabeça. Por alguma razão sei a música de cor:
The Outsider Looking In
I dream. I dream I'm floating on the surface of my own life. Watching it unfold. Observing it. I'm the outsider looking in.
Dexter - Episódio IIterça-feira, fevereiro 12, 2008
Silver Jews - Estado Civil
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Kanye West - Hey Mama
Forrest Gump mama said, life is like a box of chocolates
My mama told me go to school, get your doctorate
Somethin to fall back on, you could profit with
But still supported me when I did the opposite
Now I feel like it’s things I gotta get
Things I gotta do, just to prove to you
You was getting through, can the choir please
Give me a verse of “You, Are So Beautiful To Me”
Can’t you see, you’re like a book of poetry
Maya Angelou, Nicky Giovanni, turn one page and there’s my mommy
Séries
sábado, fevereiro 09, 2008
Cansaço (4)
I'm tired of fighting
I'm tired of fighting
Fighting for a lost cause
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Silver Jews
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
E, sim, sinto-me assim, cansado.
Alguém quer falar contigo
terça-feira, fevereiro 05, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
You might sleep but you will never dream
E a verdade é que os Smiths foram únicos também por estas referências.
domingo, fevereiro 03, 2008
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.
Alberto Caeiro
Hoje
"Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas"
sábado, fevereiro 02, 2008
Karts
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Ontem à noite (2)
Oh, you look so tired
Mouth slack and wide
Ill-housed and ill-advised
Your face is as mean
As your life has been
Ontem à noite
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Estar só
Diferenças
"I don't have much in my life but take it - it's yours" - The Smiths - Unloveable
A aparente pequena diferença entre as frases, entre o "eu dou-te" e o "é teu", é, na verdade, uma grande diferença.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Nos últimos dias (2)
Nos últimos dias
Nos últimos dias, um dos meus bons amigos começou a namorar com uma rapariga por quem eu nunca tinha reparado que ele tinha mostrado interesse. Até aqui tudo bem, o problema é que já me tinha parecido que ele, nos últimos 2 meses, já tinha estado interessado noutra, e não nesta, e já me tinha falado numa de Leiria. Além disso saiu há uns 2/3 meses de uma relação de 4 anos. Não estou aqui fazer juízos de valor, até porque não sei o que vai na cabeça dele, falo neste caso porque mais uma vez vejo a facilidade com que as pessoas se apaixonam. E fico sempre com a sensação de que as pessoas só querem ter alguém, não sabem estar sozinhas. Ou então que gostam de pessoas no geral e que, por isso, se apaixonam facilmente por elas. O que é óptimo, claro, mas não serve a toda a gente. Como se diz numa música dos Love:
Yeah, I heard a funny thing
Somebody said to me
You know that I could be in love with almost everyone
I think that people are
The greatest fun
And I will be alone again tonight, my dear
domingo, janeiro 27, 2008
Recomenda-se
Sporting + Morrissey = :)
Comentários
Don't you dare disturb me
While I'm balancing my past
Because you can't help or hurt me
Like it already has
sábado, janeiro 26, 2008
Tristeza
E as lágrimas nunca demoram a aparecer quando oiço a frase:
Well you may not be beautiful
but it's not for me to judge
I don't know if you're beautiful
because I love you too much
E depois lembro-me de ouvir a Busby Berkeley dreams, do CD 3:
I haven't seen you in ages,
but it's not as bleak as it seems.
We still dance on whirling stages
in my Busby Berkeley dreams.
E agora já ninguém me pára, já não acredito no sol.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Hoje (2)
Trying to fight the tears
I'll prove to the crowd that I come out stronger
Though I think I might lie here a little longer
Hoje
Já era tarde e eu ainda estava na cama. Estava a pensar que tinha de mudar de vida, de estudar mais e tornar-me mais responsável. Em vez disso, ajustei o edredão, que teimosamente insistia em sair do sítio, e aconcheguei-me na cama. Fica para outro dia.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Blogs
terça-feira, janeiro 22, 2008
the unclean spirit entered
Quando estava no 9º ano - se não me engano -, numa das última aulas de inglês do ano, a minha professora pediu-nos que levássemos para a aula uma música que tivesse uma letra de que gostássemos. Eu levei a Jeremy dos Pearl Jam, não percebendo, até hoje, a ironia da coisa. É que a música é sobre um puto que levou uma arma para a escola, matou uns colegas e de seguida, suicidou-se. Conhecia a história e foi por ela que levei a música, não queria cá cantigas de amor foleiras. Felizmente, não fui um dos que foi para a frente da turma apresentar a música. É que alguém podia perceber este segundo sentido e isso era chato. Dirão que a letra da música fala mais sobre a relação com os pais mas, a verdade, é que foi os colegas que ele matou.
Será que haveria, subconscientemente, um sentimento de revolta – não tão grande, obviamente, e muito menos esta tendência suicida mas qualquer coisa - para com eles? Penso que não, mas não posso jurar. Talvez uma procura de espaço ou uma vontade de afirmação pessoal.
domingo, janeiro 20, 2008
Discos Voadores

quinta-feira, janeiro 17, 2008
Desta estatística percebo eu
A única diferença é que, agora, digo isto com um sorriso na cara.
A vida passa e era bom saber
Que estás em forma e feliz
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Ridículo
1) Cortava o cabelo como ele. Como tenho uma máquina de cortar cabelo em casa isso não é problema.
2) Os óculos já os tenho parecidos.
3) Uma camisa larga ou uma t-shirt dos Smiths (que tenho, ainda que tenha as letras que dizem "The Smiths" em Times New Roman. Não sei onde é que tinha a cabeça, mas enfim).
4) Umas calças de ganga com flores amarelas no bolso de trás.
E lá ia eu.
Mas por enquanto vou mas é deixar-me de parvoíces e vou estudar que tenho exame na sexta.
Hoje vou com este
Antes de sair, faço a escolha do CD que vou levar no meu fiel companheiro discman. Hoje vou com este. Há um mês que este álbum revelou-se melhor que em todas as 91491453 vezes anteriores que o tinha ouvido. Não faço a mínima ideia porquê.
Post-Scriptum: Acho que não deixei bem claro que já adorava este álbum antes. Eu acho que os Smiths nunca falharam, mas, para além disso, este já era o meu segundo álbum preferido deles. A diferença é que ouvi-o de forma diferente. Está empatado com o primeiro álbum em termos de preferência, agora. Acho que nunca o tinha ouvido com 100% de atenção nos meus Pioneer SEDJ5000 DJ Headphones. Já tinha feito as duas coisas separadamente mas talvez nunca tivesse feito as duas coisas. Ou então é a minha, relativamente recente, obsessão pelo som do baixo.
terça-feira, janeiro 15, 2008
É por estas e por outras
Para justificar porem estatística no curso de biologia metem o prefixo bio. Ficamos assim com "bioestatística" que até parece importante. Para justificar porem o prefixo bio, fazem uns quantos problemas com ratos e borboletas em vez de bolas, cadeiras e pessoas. E como esta, outras cadeiras há que não fazem sentido. Álgebra, análise e física são cadeiras de engenheira, pá. Aposto que esses engenheiros e os matemáticos não têm biologia nos cursos deles. Malandros.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
of Montreal - Icons, abstract Thee
Hoje comprei este EP dos of Montreal. Foi lançado o ano passado, depois do álbum Hissing Fauna, Are You the Destroyer? e, pela capa, esperava que estas cinco canções fossem uma extensão do que foi o álbum (até pela capa que se assemelha em tudo ao referido álbum). E é e, ao mesmo tempo, não é.
O facto de as letras serem, tal como no último álbum, depressivas trás, automaticamente, o HFAYtD à baila. Era caso único na carreira dos of Montreal. E parecia que ia continuar depois de ouvirmos a primeira música. Kevin Barnes parece estar de volta à caracterização de personagens que o caracterizou (passo a redundância) durante anos. Instrumentalmente esta, Du Og Mog, é em tudo parecida com algumas das músicas encontradas no Hissing Fauna. A segunda faixa, Voltaic Crusher/Undrum to Muted Da, poderia perfeitamente ter sido feita entre os dois últimos álbuns. Conseguimos facilmente detectar pequenos aspectos que remontam a ambos os álbuns. Já a letra, a melhor de todo o EP, na minha modesta opinião, parece saída de uma fase pós-depressão por letra ser pessoal mas muito altruísta - “And please, please, please God, don't be a bastard / Christ knows she deserves something nice for a change” - mas, por outro lado, faz pouco de si mesmo e parece mais deprimido que nunca - Please don't lose any sleep over me, baby / I hardly exist. É nesta incerteza que partimos para a terceira música. Mais uma vez somos surpreendidos. Desta feita pelo facto de a música ser acústica. Há muito que não víamos uma música destas. Talvez desde a fantástica City Bird do Satanic Panic in the Attic. Já a letra nada tem a ver com os tempos acústicos da banda. A derrota é a palavra de ordem. Ele sente que a derrota é certa, as we struggle against some impossible current, mas parece confuso sobre que passo dar - How can we make things light again? How can we win? - lutar ou desistir? - Leave me, don't leave me alone. Entra a quarta música. A suavidade das músicas acústicas dos primeiros dois álbuns. Uma guitarra a fazer lembrar a já referida City Bird e uma letra sobre a sua preocupação com a filha, Alabee, agora que se encontra divorciado - Little friend, I know I've made it / So, so much harder on us / And lost you / Because I couldn't keep it together. Novamente o altruísmo, diria eu. Com a quinta voltamos ao último álbum. Tem quase dez minutos mas parecem duas músicas diferentes, uma até aos três minutos, uma transição e outra música diferente. Acaba de uma forme triste, com a repetição da frase And I never, ever, ever wanted to write this song / I always thought things would change somehow / And we would start getting along but it’s hopeless / Hopeless.
Se alguém estiver interessado posso tentar disponibilizar isto num desses sites de partilha de ficheiros. Mas vale a pena os 7 euros que dei no El Corte Inglês por ele.
Post-Scriptum: aqui está o link. Têm 7 dias.
sábado, janeiro 12, 2008
Hoje vi
Como tinha duas músicas de Elliott Smith - a The White Lady Loves You More e a Angeles - fiquei com vontade de o ouvir. E agora estou para aqui a ouvir o Either/or quando me apetecia ouvir o New Moon. Alguém sabe onde é que o deixei? Já procurei no quarto e por aqui e não encontro.
Até parece fácil
quinta-feira, janeiro 10, 2008
I just can't explain so I won't even try to
Bem, fiquem com a alegre - é mais um Morrissey seguro de si, mas não fará isso parte do caminho para a felicidade? -, Alma Matters:
Nunca vi o Morrissey dançar assim, não percebo qual foi a ideia.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
I See a Darkness
Segundo o Wikipedia, desde '95 (altura em que o site foi criado), que apenas 11 álbuns receberam 10.0 em 10.0 no Pitchfork Media - dos quais um são bootlegs do Bob Dylan, outro recebeu 10.0 e 0.0, ao mesmo tempo, outro é um EP e dois são de Radiohead, OK C. e Kid A (estes é que festejam mesmo cada vez que o Thom Yorke dá um traque). Sobram-nos seis e este é um deles. Algum exagero, é certo, mas não tanto como se pode pensar. Por exemplo, este ano o melhor álbum, segundo o referido site, é o do Panda Bear com 9.4. Pessoalmente não consigo ouvir o álbum mas é um bocado por razões pessoais. Já no site Allmusic o álbum do Bonnie 'Prince' Billy (pseudónimo de Will Oldham) apenas tem quatro estrelas e meia.
O álbum é perfeito para ouvir à noite. É por isso que aconselho a ouvirem as músicas que vou deixar aqui só quando estiver escuro. Se virem isto de dia, deixem para a noite desse dia, vai saber melhor. Em parte por o álbum ser bastante poético, suponho. Essa é, aliás, uma das razões pela qual mais ele se destaca.
A primeira música é a que dá nome ao álbum e foi o momento mais espectacular do concerto que ele deu em Abril. Encontramos, nesta música, um BPB a dirigir-se a um amigo e a apresentar-lhe o seu lado mais obscuro. De salientar que o já falecido Johnny Cash fez uma versão desta música - versão essa que tem o próprio BPB a fazer segundas vozes - para incluir no seu álbum de versões American III: Solitary Man.
A segunda chama-se Black e faz-me lembrar a música Dear Darkness do último álbum da PJ Harvey. Ou melhor, a da PJ Harvey faz-me lembrar esta. Acho que isto se deve à forma como se dirigem à escuridão. Ainda que o BPB faça uma espécie de personificação da escuridão, refere-se sempre a ela como se fosse uma pessoa, não é difícil de perceber que é dela que ele está a falar. Esta é talvez mais complexa e poética que a da PJ Harvey. Isso pode ser visto até pelo uso, no refrão, da palavra thee, que é uma forma mais poética e antiga de dizer you. Ainda que aqui me pareça que não é (só) para ficar mais bonito ou poético mas para diferenciar a pessoa amada, thee, e a escuridão, you. Curioso é o facto da PJ Harvey considerar esta escuridão uma amiga ao passo que o BPB considera-a quase uma parte dele. Autónoma, tem tendência a "atacar" in the terriblest of weather, mas impossível de destacar: «Now black and I we are together / Fairly just inseparable / And in the terriblest of weather / Our bond is incorruptible». Ainda assim, não deixa de se referir a ela como o inimigo pois tem medo que esta o destrua: «Black was decomposing quickly / This was found offensive to me / His disrespect for life's proprieties / Made me scared he would destroy me.»
Foram estas duas músicas que ouvi no caminho e achei que valia a pena apresentá-las aqui. Espero que esteja tudo bem, é a primeira vez que estou a usar isto. Já tinha experimentado outros sites mas acabava sempre por desistir por serem demasiado complicados.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Já dizia o outro
don't wanna look this dead,
don't wanna feel this dread.»
Jens Lekman - Black Cab
These Things Take Time
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Memória
«Tão baço o teu retrato
No álbum da lembrança!
Que vaga semelhança
Entre a imagem que vejo
E a dor que sinto!
Minto
Se te disser
Que te desejo ainda,
Que o meu instinto
Te reconhece e quer.
E sei que um dia me perdi
Em ti
Como se perde o homem da mulher.»
domingo, janeiro 06, 2008
Estes japoneses
É por estas e por outras que eu muito, muito raramente bebo álcool*
The machine shop owner couldn't imbibe alcohol by mouth due to a painful throat ailment, so he elected to receive his favourite beverage via enema. And tonight, Michael was in for one hell of a party. Two 1.5 litre bottles of sherry, more than 100 fluid ounces, right up the old address!
When the rest of us have had enough, we either stop drinking or pass out. When Michael had had enough (and subsequently passed out) the alcohol remaining in his rectal cavity continued to be absorbed. The next morning, Michael was dead.
The 58-year-old did a pretty good job of embalming himself. According to toxicology reports, his blood alcohol level was 0.47%."
Edit: * isto pressupõe que quando eu bebo é da mesma forma que este senhor, daí ser uma das razões porque não bebo, mas isso não é verdade. Ou é? Fica a questão para reflexão.
sábado, janeiro 05, 2008
Descoberta 2007
Em 1985, numa conferencia de imprensa, quando lhe perguntaram o significado da capa (enquanto fazia a pergunta o entrevistador diz que a capa tem uma filosofia, palavras com as quais o Bob Dylan se ri), ele disse que era uma foto que tinha tirado e para a qual ainda nem tinha olhado bem. Ao que o jornalista, visivelmente desapontado (para não dizer irritado), responde que "I have thought about it a great deal". Foi só tirada num dia em que estava sentado nos degraus, diz ele. O Bob Dylan é isto. É esta despreocupação que o define.
Fiquem com este vídeo com parte da música "Ballad of a Thin Man" em que se ouvem insultos (estes parecem-me mesmo insultos, mas longe de mim querer influenciar a vossa precepção da cena, caros deputados e deputadas) feitos por ter deixado a folk mais tradicional e ter pegado na guitarra eléctrica. O tempo veio-lhe dar razão, este álbum é hoje um clássico:
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Conan O'Brien, o regresso
José Castelo Branco
Entretanto, continua a dizer que tem 45 anos mesmo havendo pessoas que à sua frente garantam que tem 52. E não o conseguem convencer a admitir. Ainda assim, não sei quem é pior, ele que mente sobre a idade e ainda lhe fica pior, se os outros que ainda se dão ao trabalho de lhe dar conversa. Vai-se lá perceber esta gente.
Edit: Não vale dizer: "Pior que eles és tu, que os estavas a ver na tv." Qualquer coisa é melhor que ir estudar e, para além disso, sou um parvo assumido.
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Recordar Elliott Smith #2
"I'm not what's missing from your life now
I could never be the puzzle pieces.
They say that God makes problems
Just to see what you can stand
Before you do as the devil pleases
And give up the thing you love"
Elliott Smith - Pitseleh
O sentimento de confusão é usado como "a mask of self-hate", como muito bem dizia o Ian Curtis, pois nada de positivo poderá vir dele, a esperança "confronts and then dies" sempre. Decidir que não podemos ter aquilo que queremos é muitas vezes um processo que exige pouca auto-estima, perceber que não poderemos ser as peças do puzzle e desistir, mas esse não é dos meus maiores problemas.
E não me venham com tretas, destruir a esperança é importante, sim, quando esta nunca deveria ter existido.
The Twilight Zone
Sinto que preciso de intervir. Este blog sempre se distinguiu, ou tentou-se distinguir, pela liberdade de expressão. Nunca apaguei um comentário, nem tenciono fazer. Mas agora, como dizia o Nelson, e bem (coisa raríssima), isto já parece a Twilight Zone. Pessoas a dizerem coisas sem sentido nenhum, só para gozar com outros leitores e/ou comigo. Que gozem comigo, acho óptimo, façam-no (desde que não sejam coisas providas de sentido), mas peço que parem este gozo com outros leitores. Uma vez tem graça, agora já é só parvoíce (sem ofensa, cara anónima). Para além disso peço que parem de comentar só por comentar. Comentem quando têm alguma coisa de jeito para dizer ou para gozar comigo mas com algum sentido e classe. Era isto. Obrigado.
E agora venha de lá a anónima dizer que estou a defender x e y e que sou uma pessoa que se preocupa com os outros e o diabo a quatro.quarta-feira, janeiro 02, 2008
Compra Fnac
Desilusão 2007
terça-feira, janeiro 01, 2008
Relativo a um comentário
Olhar desconfiado
Era com alguma desconfiança que olhava para a passagem de ano [foto]. Por várias razões. Não que não goste das pessoas, gosto. Aliás, a maior parte delas, faço questão de ver uma vez por semana. Era mais porque não gosto de festas (quase no geral, sim). Gosto de coisas mais caseirinhas, mais calminhas. Mas a verdade é que correu bastante bem. Vamos lá ver 2008. A Maya diz que vai ser um bom ano para as pessoas de signo Leão, mas eu não acredito nada nessas coisas (ainda que veja sempre com alguma curiosidade os horóscopos). E olho, também, com alguma desconfiança para a minha sorte. Como diz o Morrissey, conheço-a bem demais.
segunda-feira, dezembro 31, 2007
2007 -------------> 2008
Não gosto de fazer balanços de final de ano. Suponho que tenha a ver com o facto de nunca ser um balanço positivo. No ano passado escrevi: "Mas 2007 correrá melhor, com certeza. Primeiro, porque é difícil ser pior. Segundo, porque tenho a certeza que será melhor." Acho que o pior é que não posso dizer que foi melhor nem pior. E não estou a dizer que não se pode comparar anos. Não, nada disso. Digo-o porque não se pode comparar duas coisas tão iguais. É claro que houve aspectos em que 2007 foi melhor que 2006 mas, mesmo nesses aspectos, houve coisas piores. (...)
Deu-me de repente uma vontade de ir ler os post mais pessoais que fiz ao longo deste ano. Ia falar sobre o eu não gostar nada de passagens de ano citando um dos últimos posts do Pedro Mexia mas deu-me para outro lado. O que resta do post é sobre isso:
Estive agora a ler alguns dos post mais pessoais que fiz no blog para me lembrar de alguns dos meus dias deste longo ano e decidi que deveria atribuir o prémio melhor post ao post "Lua". Por várias razões. Para começar, as palavras nele contidas estão tão actuais quanto no dia em que as escrevi. Depois, porque teve bastantes comentários. Inclusive, positivos. E, ainda que se fosse hoje mudaria algumas coisas no português, exprimi exactamente aquilo que queria. A frase a reter é "Por fim, não depende de si para estar preenchida." Lembro-me de ter dado algumas voltas à cabeça para encontrar a melhor forma de exprimir esta nossa dependência. Queria que uma pessoa que estivesse a ler o texto sem atenção não desse por esta frase. Por outro lado, queria que ficasse bem clara e expressar a sua importância, daí estar no final do texto, também.
É com este post que fecho 2007. Até para o ano.
Segunda, dia 31 de Dezembro, 13.20: Estive a reler mais dois posts antigos (de Julho), gostaria de destacar o post em que falo da minha mudança mas, principalmente, o post em que falo sobre a morte de um Pombo e como isso se espalha(va) na minha vida. Em primeiro lugar, juntamente com o da Lua. Leiam ou releiam estes post que, não só me parecem dos melhores que fiz, mas também os que me deram mais prazer. E aqueles que fiz sem pensar, apenas por necessidade de desabafar sem ouvir aquelas respostas directas típicas.
domingo, dezembro 30, 2007
Hoje é bom
resembles you
This is good or bad
all depending on my general mood
Morrissey - I Like You
sábado, dezembro 29, 2007
Melhor single de 2007
Há 4 singles que me vêem logo à cabeça quando penso nos melhores de 2007, são eles All My Friends dos LCD Soundsystem, Stronger do Kanye West, Heimdalsgate Like a Promethean Curse dos of Montreal e, a que vou escolher pôr o vídeo, You Don't Know What Love Is (You Just Do As You're Told) dos White Stripes. É uma escolha polémica, eu sei. Eu próprio vou-me arrepender daqui a nada mas como nunca falei dos White Stripes e muito menos do Icky Thump, que nos seus melhores momentos é um álbum de top, achei que mereciam esta distinção. Não tenho dúvidas que é um grande single, atenção. Mas, claro, qualquer um dos outros três é melhor. Ainda assim, os álbuns dos LCD Soundsystem e dos of Montreal vão receber, aqui no blog, as merecidas distinções e sobre a música Stronger (e a Can't Tell Me Nothin') do Kanye West já falei há tempos. Por todas estas razões, tomem lá:
Começa por M, acaba em i e no meio tem as letras assimo dut
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Projectos de vida
1- Ser dono de uma livraria. Mas deseganem-se aqueles que pensam que eu percebo alguma coisa de literatura ou que leio muito. Suponho que é essas são as razões pelas quais gostaria de ter uma livraria. Ter tempo para ler e instruir-me é algo que me atrai. Seria do tipo da que aparece retratada na genial série britânica Black Books. Tinha de ter aquele ar britânico e antigo.
3- Ser dono de um café com música ao vivo. Tipo Sin-é.
Alguém quer fazer uma parceria em algum dos projectos?
PS: E estou a estudar Biologia.
PS2: Já aprendi a justificar o texto. Há uns meses que achava que essa opção tinha desaparecido. Já posso voltar às dissertações sobre a minha vida. Estou a gozar, claro. Isso queriam vocês, seus bisbilhoteiros.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Cherry Peel - Um hino à inocência
Para a anónima que gosta de anunciar o seu aniversário mas não quer que lhe dêem os parabéns e, quase que aposto, não gosta que lhe cantem os parabéns
sing it like it's going to be your last day
like its hallelujah
don't just let it pass on through ya
it's a giant among cliches
and that's why I want you to sing it anyway
sing me Happy Birthday
'cause hell what's it all about anyway
Andrew Bird - The Happy Birthday Song
:)
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Natal - Parte III - As Prendas
Francisco
Homem Livre
O suficiente para nos deixar a sorrir por vários dias.
Natal - Parte II - As Viagens
sábado, dezembro 22, 2007
Natal
Aqui estou eu em pequeno a brincar com uma enchada debaixo de uma laranjeira. A foto já é antiga e está em más condições mas dá para ver que estou com uma camisola natalícia e uma boina do campo. Como diziam os Zombies:«Sometimes I think I'll never find
Such purity and peace of mind again»
E já agora com Little Saint Nick dos Beach Boys.
Bom Natal para todos.
António Lobo Antunes
Mas esta não é a primeira vez que fico fascinado com uma entrevista do ALA. Há tempos ele deu uma entrevista à revista Visão (revista em que ele é colaborador, mas já lá iremos), aquando do lançamento deste mesmo último livro: O Meu Nome é Legião. Mas não se ficaram por aí, sendo aquela a primeira entrevista que dava desde que tinha tido o cancro, esse acabou por ser um dos principais temas. A angústia sentida no hospital, as mudanças que aquela experiência provocou e o reaprender a escrever, por exemplo. Devo confessar que aquela entrevista me impressionou bastante, principalmente porque tinha lido, em Abril, a fabulosa crónica que ele escreveu na revista sobre o que estava a passar no hospital. Esse, aliás, foi certamente o texto que mais me impressionou e mais me comoveu em toda a minha vida. Aqui fica um pequeno excerto desse mesmo texto que encontrei na Wikipédia:
«(...) Este mês deram-me um prémio literário. (...) e sem que eles sonhassem (sonhava eu) o cancro ratando, ratando, injusto, teimoso, cego.»
António Lobo Antunes in Revista Visão de 12 de Abril de 2007
Para além destes meus 3 encontros com ALA, tenho ainda de referir que foi graças a ele que descobri as últimas linhas dos 11 Outlined Epitaphs do Bob Dylan (que aliás já postei aqui). Está no prefácio de um dos seus livros. E como nunca é demais referir:
«Lonely? ah yes
but it is the flowers and the mirrors
of flowers that now meet my
loneliness
and mine shall be a strong loneliness
dissolving deep
to the depths of my freedom
and that, then, shall
remain my song»
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Vinis
Morrissey
Yes, it’s very true. And it’s fascinating because it implies you are part of their life forever. And even if they go off you eventually, you’ll always stay in their hearts somewhere because it’s almost as if we’ve been through a certain period of time together that is unforgettable.
quarta-feira, dezembro 19, 2007
2006
You can’t see that you’re just the same
As all the stupid people you hate
I’m not saying I’m free from blame
Because I need all the friends I can get
terça-feira, dezembro 18, 2007
King Creosote - Bombshell
segunda-feira, dezembro 17, 2007
O melhor de 2007
E se tivesse essa categoria, de pior capa. Que ainda por cima tem a ver com a pior música do álbum, Shirin.
Fiquem com um aperitivo do que é o álbum, ainda que aqui a música The Opposite Of Hallelujah apareça despida de orquestrações:
Não conheço muitos cantores que escrevam letras assim tão boas. E o rapaz é sueco.
domingo, dezembro 16, 2007
O sentido é uma construção cultural
Pessoa 2: Será uma cadeira velha a ranger?
Pessoa 3: Será um osso a estalar?
Pessoa 4: Não! É um traque do Thom Yorke!
Todos: Yeah!
sábado, dezembro 15, 2007
Afinal
Parece que afinal fui ver o filme. Mas não fui eu que tomei a iniciativa, lá está.
Sobre o filme, dizer que gostei imenso de tudo. Desde ser muito parado até à banda sonora, que incluí David Bowie e Velvet Underground, entre outros, passando pela interpretação do Sam Riley (o serem parecidos, ainda que o Ian Curtis tenha uma cara de pessoa mais afável e calma, não é esencial, mas ajuda). Só não gostei de uma coisa: é demasiado parcial. Nota-se perfeitamente que foi baseado na biografia da mulher dele. Dei por mim, a meio do filme, e fiquei no final, um pouco desiludido com o Ian Curtis enquanto pessoa. Mas suponho que haja ali cenas que são inventadas e dou o benefício da dúvida ao rapaz. A verdade é que saí da sala de cinema com vontade de aprofundar o meu não muito vasto conhecimento do Unknown Plesures, do Closer (que é o que conheço melhor) e do Substance.
Acho que o mais interessante é perceber o que o levou a escrever as letras que todos nós conhecemos e admiramos. As histórias por de trás das letras. Ainda que fique sempre aquela sensação de que é abuso de privacidade. E é. Um bocado. Epá, é. É, não é?
Aliás, o mais interessante é perceber que ele era uma pessoa como outra qualquer. Com um emprego como funcionário público e tudo. Se não é o mais interessante é, com certeza, o facto mais desconcertante.
sexta-feira, dezembro 14, 2007
quinta-feira, dezembro 13, 2007
quarta-feira, dezembro 12, 2007
Recordar Elliott Smith
terça-feira, dezembro 11, 2007
Descubra as diferenças
(Se preferirem a versão playback para TV está aqui)
Radiohead - The Headmasters Ritual [Webcast]
Edit: Curse of Millhaven, se gostares de Morrissey não chega para te decideres a conhecer bem os Smiths que tal serem uma influência de Radiohead? ;)
domingo, dezembro 09, 2007
Especial fim- de-semana: The Magnetic Fields Parte II - Domingo - Versão 2
The only thing that I could ever feel
I can't believe it wasn't real
The only thing that I could ever feel
I can't believe it wasn't real
You can't open your mouth without telling a lie
but baby, you know how to say goodbye
The thing I spent my whole life waiting for
has just walked out and locked the door
The thing I spent my whole life waiting for
has just walked out and locked the door
You can't feel a thing and you won't even try
but baby, you know how to say goodbye
I'm overjoyed to hear about your wedding
I'm writing you to wish you every blessing
I'm overjoyed to hear about your wedding
I'm writing you to wish you every blessing
and I'm so happy I could cry
Oh baby you know how to say goodbye
Especial fim- de-semana: The Magnetic Fields Parte II - Domingo
Os Magnetic Fields são a banda que mais quero ver ao vivo. Sobre isso não há dúvidas. Há dois anos e meio que espero por esse dia. Será uma experiência bastante emocional visto que eles me dizem tanto. Principalmente em dias como este. Como eles vão lançar um álbum no início do próximo ano e já têm algumas datas marcadas, pode ser que passem por cá. Como grande fã da Aula Magna, esse seria, para mim, o sítio ideal. Enfim, deus queira que sim, que venham.
Sem mais demoras, aqui fica "Yeah! Oh, Yeah!" os Magnetic Fields:
sábado, dezembro 08, 2007
Especial fim- de-semana: The Magnetic Fields Parte I - Sábado
If I live through the night
I could be alright
It could make a good song or something
I've been trying to give myself reasons to live
But I really can't think of one thing
I drive around
I walk around in circles
'Cause I've got no sense of direction
I guess I've got no sense at all
All the umbrellas in London couldn't stop this rain
And all the dope in New York couldn't kill this pain
And all the money in Tokyo couldn't make me stay
All the umbrellas in London couldn't stop this rain
I don't cry anymore
I walk out of the door
And I usually keep on walking
I may sit in a bar
Where the cocktails are
But I really don't feel like talking
I ride around
And let the darkness fall
'Cause I've got a sense of perfection
And nothing makes much sense at all
All the umbrellas in London couldn't stop this rain
And all the dope in New York couldn't kill this pain
And all the money in Tokyo couldn't make me stay
All the umbrellas in London couldn't stop this rain
Castanets @ Maxime
Cedo se percebeu que público era coisa que não existia para este concerto. No total, havia cerca de 40 pessoas para o concerto, um grupo de 30 pessoas num jantar de família e pequenos grupos num total de 40 pessoas. Estariam, portanto, cerca de 110 pessoas no Maxime, das quais apenas 40 tinham pagado os 8 euros de entrada pelo concerto. O resultado foi desastroso. O que poderia ter sido um concerto muito interessante e com carga emocional elevada, foi apenas uma vergonha para quem estava lá para o concerto. Senti vergonha e irritação pelo facto de as pessoas que não estavam lá para o concerto estarem constantemente a falar e rir. Um desrespeito pelo artista e por quem foi lá para o ver.
O senhor Raymond Raposa estava sozinho em palco, acompanhado apenas pelo seu pedal de loops. Vestido à lenhador americano, com chapéu de rede e tudo, e com a sua barba a atingirem os níveis de espectacularidade que podem ver na fotografia. Os tiques eram os mesmos que o do Bonnie 'Prince' Billy (também ele com uma bela barba), que tive o prazer de ver também no Maxime. A música era um pouco mais experimental mas, também ela, não andou muito longe da produzida pelo B 'P' B. O problema é que o Will Oldham já anda nisto há mais de 10 anos, através de projectos vários (sendo o projecto mais interessante o Bonnie 'Prince' Billy). Assim, já tem um público que lhe é fiel. O senhor Castanets, não. E essa é a razão pela qual, mais de metade das pessoas que lá se encontravam, não terem o mínimo interesse em ver o concerto. Sem microfone, e dirigindo-se para as mesas que sabia terem pessoas que queriam ver o concerto, chegou mesmo a comentar o facto de haver pessoas a falar e rir. Por esta razão, encurtou o concerto para uns escassos 45 minutos. Uma hora, no máximo. Quando fez encore disse qualquer coisa do tipo: It sounded like some of you didn't want me back. E, provavelmente, tinha razão. O encore foram duas músicas pedidas pelo público, que ele concordou em tocar sem qualquer hesitação.
Depois do concerto, foi beber um copo e conviver com quem quisesse trocar meia dúzia de palavras com ele. Já antes do concerto tinha estado ao balcão, a beber, sozinho.
Mas mesmo depois disto tudo, saí de lá com vontade de ouvir melhor os três albuns que ele já editou (eu antes de 3ª nunca tinha ouvido nada dele). Em parte pela simplicidade que mostrou ter.
quinta-feira, dezembro 06, 2007
The Killing Moon
Depois da referência ao álbum Ocean Rain dos Echo & the Bunnymen no blog Sound + Vision decidi voltar a pegar-lhe. Pena que não tenha mais nenhuma música tão boa quanto esta.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Não me parece que Deus vá na conversa do 'ah, e tal, se fosse eu'
domingo, dezembro 02, 2007
«And I wish that I was made of stone
So that I would not have to see
A beauty impossible to define
A beauty impossible to believe
A beauty impossible to endure
The blood imparted in little sips
The smell of you still on my hands
As I bring the cup up to my lips
No God up in the sky
No devil beneath the sea
Could do the job that you did, baby
Of bringing me to my knees
Outside I sit on the stone steps
With nothing much to do
Forlorn and exhausted, baby
By the absence of you»
Nick Cave & the Bad Seeds - Brompton Oratory