quarta-feira, julho 09, 2008

Os Senhores (3)

Só ontem soube que, no dia a seguir a dar o concerto em Lisboa, o L. Cohen vai dar um concerto no festival Benicassim no mesmo dia que o Morrissey! É engraçado que em conversa, S. comparava a emoção de ver entrar em palco cada um destes dois senhores, como seria então vê-los entrar em palco na mesma noite? E o festival é já ali ao lado.



Ps: Nesse mesmo dia tocam The National, Micah P. Hinson, Richard Hawley e Death Cab For Cutie. Isto sim, é um festival. Claro que o preço também é de festival a sério.

terça-feira, julho 08, 2008

Nebraska

Sempre fui um bocado preconceituoso no que toca à música. Assim, foi com algum espanto que há alguns meses descobri, um pouco por acaso, este álbum do Bruce Springsteen. Nunca ouvi mais nada dele, pelo que leio este deve ser o único álbum passível de eu gostar, e no entanto gosto bastante. Não tem nada a ver com a ideia que tinha dele antes de conhecer o álbum nem, parece-me, com mais nada que ele tenha editado. É um álbum tipicamente folk tanto em termos instrumentais como nas histórias e imagens que retrata. Há quem veja aqui Dylan, e sim, ele anda por aqui, mas a verdade é que se explora neste álbum uma área que raramente foi explorada pelo Bob Dylan, as canções de viagens. Acho que até a capa passa essa ideia. É por isso que mais do que ver aqui o Bob Dylan, vejo este álbum como um complemento ao trabalho dele. E acho que, em vez de dizer se é melhor ou pior, esse é o maior elogio que posso fazer.
Deixo aqui uma das minhas músicas preferidas deste álbum, e que lhe dá o nome, Nebraska:


segunda-feira, julho 07, 2008

A profissão mais antiga do mundo

«Barney: Do you have some puritanical hang up on prostitution? Dude, it’s the world’s oldest profession.
Marshall: Do you really think that’s true?
Barney: Oh yeah, I bet even Cro-Magnons used to give cave hookers an extra fish for putting out.
Marshall: Ah ha, so the oldest profession would be fishermen.»

How I met your mother - Temporada 1 - Episódio 19

Os Senhores (2)

O nome mais importante da Folk, Bob Dylan, encontra-se com o que chegou a ser apelidado d' "a resposta britânica ao Bob Dylan", Donovan. Aqui trocam galhardetes e tocam um para o outro. Primeiro o Donovan com a fantástica "To Sing For You" (mero acaso?). Depois, a pedido do Donovan, Bob Dylan toca o clássico "It's All Over Now, Baby Blue" (que alguém diz ser "nice" e ao que o Donovan responde quase indignado "nice?"). Um dos aspectos mais interessantes do vídeo é ver a cara de desconforto do Donovan, visivelmente nervoso por se encontrar ao lado do seu ídolo. Aqui fica:



Escusado será dizer que este tipo de encontro só poderia ter acontecido nos anos 60.

domingo, julho 06, 2008

Os Senhores do Rock e da Folk

Nas próximas 3 semanas vêm cá 4 nomes incontornáveis da música, principalmente dos anos '60 e '70. São eles: Bob Dylan, Neil Young, Leonard Cohen e Lou Reed. Infelizmente, dos 4, só vou ver um, L. Cohen. Esse facto impossibilita logo a ida ao concerto do Lou Reed. Depois o Dylan e o Young estão inseridos em dias de um festival que não interessam nem ao menino Jesus. Tenho imensa pena, até porque provavelmente nunca mais os vejos. Bom, o L. Cohen não volta mais de certeza, os outros quem sabe, um dia.

Recordar ainda que Leonard Cohen viu, em Março de 2008, o seu nome inscrito no Rock & Roll Hall of Fame. E quem o apadrinhou? Nada mais nada menos que... Lou Reed. Aqui fica o vídeo, com a introdução, a apresentação do Lou Reed e o discurso do L. Cohen que inclui a música/poema Tower of Song:

Clap Your Hands

Esta, parece-me, é dos 5 álbuns que referi no post anterior a escolha mais criticável. Talvez tenha sido um pouco influenciado por estar a ouvir o álbum quando escrevi. Por outro lado, foi por ele que escrevi. Isto faz-me lembrar tanto uns Talking Heads como uns Television ou uns Violent Femmes. Depois há a cena de não perceber metade do que ele diz. Mas acho que isso faz parte do encanto. A verdade é que nunca vi uma letra deles. Aquilo até pode ser imensamente poético e eu não sei. Deixo-vos com a música que me fez gostar deles, a música In This Home On Ice (a actuação foi no Conan O'brien, que infelizmente não está no YouTube) que é uma das minha preferidas e, lá está, não percebo 80% do que ele canta.


sexta-feira, julho 04, 2008

Os 5 melhores álbuns do Séc. XXI

Por ordem alfabética:

Andrew Bird - Andrew Bird and the Mysterious Production of Eggs [2005]
Arcade Fire - Funeral [2004]
Clap Your Hands Say Yeah - Clap Your Hands Say Yeah [2005]
Morrissey - You Are the Quarry [2004]
The Strokes - Is This It? [2001]

E que me desculpem os Silver Jews, os National, os of Montreal, o Bonnie 'Prince' Billy, o Jens Lekman, os LCD Soundsystem, o Kanye West e todos os outros que lançaram grandes álbuns neste século.

quinta-feira, julho 03, 2008

As vossas reacções

Depois das vossas efusivas reacções ao meu post anterior, tenho apenas duas coisas para vos dizer:

1- Vocês não têm vida.
2- Vocês adoram-me.

quarta-feira, julho 02, 2008

Nothing to offer you (3)

Se não tenho nada para oferecer pelo menos que sirva de tísica de vocês Cesários Verdes. Para que se sintam melhor. Para que, depois de me observarem pela janela dos vossos computadores, possam dizer: "estou melhor; passou-me a cólera."

Nothing to offer you (2)

I'm not a playboy or a poet
There's no cool water from the well

Nothing to offer you

And I, I have got nothing to offer you
No-no-no-no-no

Just this heart deep and true,
Which you say you don't need

"About Today" - a/c b n j

Cara leitora,

Hoje cortei o cabelo a mim próprio. Máquina seis. Depois de um banho, a bitter voice in the mirror cries "hey, prince, you need a shave". Fiz a barba. Olhei outra vez para o espelho e disse look at me; baby, we'll be fine.

Atenciosamente,
F.

terça-feira, julho 01, 2008

Se

If you needed me
I would come to you
I would swim the seas
for to ease your pain

domingo, junho 29, 2008

Patético, either way

Hoje apanhei um autocarro para Lisboa e nos primeiros minutos de viagem levava cinto de segurança. Depois olhei em volta, senti-me estúpido e tirei. Mas logo percebi que sou patético either way.

Companheiro de viagem

Up the hill past 694, at the stone wall make a left,
and I will see you soon my friend if these old directions still direct.

sexta-feira, junho 27, 2008

Fim-de-semana

Tal como nas últimas semanas vou sair de Lisboa. Até sábado à noite / domingo de manhã, caros amigos e leitores.

The Magnetic Fields @ Aula Magna

A primeira parte ficou a cargo de um senhor chamado Darren Hanlon. A figura fazia lembrar um Bob Dylan em princípio de carreira (ali os 2 primeiros anos): cabelo curto, camisa (castanha?) lisa de mangas arregaçadas, a guitarra pendurada. Justificou a sua chamada com bom humor e uma figura com a qual parecia difícil não simpatizar. Musicalmente, fez lembrar (referidos por S. e com as quais concordado) os Mountain Goats e os Neutral Milk Hotel, mas fez-me também lembrar os Flight of the Conchords (ainda que estes sejam exclusivamente banda de humor), também eles australianos.

Mas vamos ao que interessa, os Magnetic Fields. Esperava o melhor e a verdade é que eles em competência são isso mesmo, os melhores. Sim, devem ser das melhores bandas em qualidade de som ao vivo e presença em palco. A voz do merritt, a figura dele, o violoncelo, a figura do violoncelista, a figura de comando da Claudia G., o humor dela e do Merritt, etc, etc. E é por isso que fiquei com a sensação de que poderia ter sido muito melhor, tivessem eles tocado menos músicas dos outros projectos (ainda que as músicas dos 6ths e a This Little Ukelele, me tenham ficado na memória) e incluído músicas com maior carga emocional. Além disso, faltaram imensas músicas da época pré - 69 Love songs, da qual só tocaram a Take Ecstasy With Me ( logo a abrir a segunda parte do concerto) e das quais a Born On a Train, a Smoke and Mirrors e a All the Umbrellas In London, foram as que mais fizeram falta. Do novo álbum também achei mal escolhidas a Zombie Boy e a Courtesans, e a não inclusão da Please Stop Dancing ou da Till the Bitter End. Já do 69 Love Songs não me posso queixar que as escolhidas são algumas das minhas preferidas. É claro que faltaram imensas também (All My Little Words, My Only Friend, You're My Only Home, Busby Berkeley Dreams) mas neste caso parece-me mais compreensível - há ali 40 clássicos, caramba.
Fossem eles outra banda qualquer e o alinhamento poderia ter sido desastroso, assim, fez com que o concerto fosse "só" muito bom (para um fã). Ainda por cima estava estrategicamente sentado entre duas simpáticas beldades.

Melhores momentos: California Girls (Distortion), This Little Ukulele, Papa Was a Rodeo (69 Love Songs), Take Ecstasy With Me (Holiday), The Book of Love (69 Love Songs), Yeah! Oh, Yeah! (69 Love Songs), It's Only Time (i), As You Turn to Go (The 6ths), Grand Canyon (69 Love Songs).

Mais fotos, alinhamento e descrição do concerto, aqui.

Ps: Tinha razão em relação ao violoncelista, Sam Devol, é o maior.

quinta-feira, junho 26, 2008

Hoje (2)

Espero que vendam t-shirts assim.

Hoje

A ansiedade deve ser dos sentimentos mais angustiantes que existe.

quarta-feira, junho 25, 2008

Folk

Há uns tempos não saberia dizer qual era o meu estilo de música preferido. Hoje já considero ser a música folk. A música folk parece-me um estilo para pessoas que têm algo a dizer. Ainda tenho falhas enormes mas gostava de um dia ser uma enciclopédia nesta matéria. É um estilo que esteve adormecido desde a segunda metade da década de '70 até ao final dos '90 mas parece-me que uma nova vaga de artistas está a revitalizar a folk americana (a inglesa continua adormecida, parece-me).
Uma das bandas mais interessantes que descobri recentemente foi a dupla Richard & Linda Tompson, marido e mulher, e são a minha mais recente obsessão - como podem ver ali ao lado nos artistas da semana. Por enquanto é uma cena minha e da MJ mas espero que se sintam tentados a descobri-los também. Para isso deixo aqui o vídeo de uma das minhas músicas preferidas deles, e que por acaso não está em nenhum dos dois álbuns que conheço, é a fantástica "A Heart Needs A Home":



Se ficaram interessados posso fazer upload do álbum I Want to See the Bright Lights Tonight.

Sonhos - Parte 3 ou 4

Ele sonhou com isto. Eu sonhei com golfinhos a comer pessoas. É um cérebro demasiado imerso em biologia e que, parece-me, começa a retaliar. "Mas eu não admito poucas vergonhas dessas".

terça-feira, junho 24, 2008

Missing One


I know I will contine

to try and please you
and even in some ways
to try and be you
but also my fulfillment
will be to do what I do
as you taught me to

Quem, que não o Bonnie 'Prince' Billy, escreveria isto? Ninguém, é a resposta. E não digo isto só por dizer, acho mesmo que isto tem a marca B'P'B.

segunda-feira, junho 23, 2008

Guilty pleasure

Ver os horários do primeiro dia do Alive, devo confessar, dá-me vontade de rir. Principalmente, porque não vou pôr lá os pés.

Acordar

Hoje tive um exame à 13h e pus 4 despertadores no telemóvel (mais o meu pai me chamar) para ter a certeza que não me deixava dormir, mesmo sabendo que isso não ia acontecer. Acaba por ser um resultado daquilo que sou.

domingo, junho 22, 2008

In Bruges

No Sábado vi o filme In Bruges, uma comédia com diálogos fantásticos e um humor inteligente e mórbido, e que é todo passado na belíssima cidade de Bruges, Bélgica.
Já depois de estar deitado e as luzes apagadas, lembrei-me dos dias que passei a visitar diferentes cidades da Bélgica, em Novembro de 2006 - entre elas, Bruges. E lembrei-me de estar deitado no quarto do Hotel a ouvir a banda sonora do High Fidelity e a pensar em ti. Infelizmente, essa imagem faz tanto parte da minha visita à Bélgica como as estátuas de Bruxelas ou os canais de Bruges. E verti umas lágrimas em silêncio antes de adormecer.

Sing me to sleep
Sing me to sleep

Bruxo

Reparei agora que a 9 de Dezembro de 2007 disse, aqui no blog, o seguinte:

"Os Magnetic Fields são a banda que mais quero ver ao vivo. Sobre isso não há dúvidas. Há dois anos e meio que espero por esse dia. Será uma experiência bastante emocional visto eles me dizerem tanto. Principalmente em dias como este. Como eles vão lançar um álbum no início do próximo ano e já têm algumas datas marcadas, pode ser que passem por cá. Como grande fã da Aula Magna, esse seria, para mim, o sítio ideal. Enfim, deus queira que sim, que venham."

Pena não ter esta capacidade de adivinhação para outras coisa.

Baby, We'll Be Fine

Inicialmente pensei que iria passar o fim-de-semana a ouvir Magnetic Fields (como este: sábado e domingo) mas a verdade é que passei o fim-de-semana só a ouvir The National. Ouvi tudo: álbuns, EPs, singles, as Daytrotter Sessions e músicas ao vivo (como o concerto do ano passado no Sudoeste). Basicamente, tudo o que há. Destaque para as que são para mim as melhores músicas (ordem alfabética): "About Today", "Baby, We'll Be Fine", "Mr. November", "Murder Me Rachel", "Slow Show" e "Start A War".



Adoro este vídeo. A música é fantástica e ele canta como se estivesse a falar sozinho. Os gajos da blogotheque são enormes.

Visitas

Esqueci-me de referir que se visitaram o blog mais do que três vezes durante o fim-de-semana depois do meu aviso é porque gostam em demasia do blog e/ou do seu autor. Tenho dito.

sexta-feira, junho 20, 2008

Até domingo

Só para dizer que não vale a pena passarem por aqui entre o momento em que estiverem a ler isto e domingo à noite. Eu não vou estar em Lisboa, logo, não haverá novidades. Já vos poupei uns segundos de fim-de-semana. Quem é amigo, quem é?

Funeral

Já não ouvia isto com atenção há quase dois anos. Mas continua a ser um dos melhores álbuns do século XXI. A seguir talvez dê uma oportunidade ao Neon Bible, que foi, para mim, uma grande desilusão.

quinta-feira, junho 19, 2008

Bonnie 'Prince' Billy - 11 de Julho

Três concertos imperdíveis pela frente. Daqui a uma semana, o já referido concerto dos Magnetic Fields. O L. Cohen a 19 de Julho. Entre os dois, um concerto anunciado à poucos dias. Dia 11 de Julho, concerto do Bonnie 'Prince' Billy, ainda por cima para apresentar um álbum tão bom como o Lie Down In the Light. Já o vi uma vez ao vivo, há um ano no Maxime (aqui), e esse foi um dos melhores concertos a que já assisti. Desta vez vem com banda o que, para mim, é sempre pior. Mas a verdade é que o novo álbum assim o exige e sempre se vê um concerto "diferente". Mal posso esperar.

(as fotos são do concerto de Braga, o ano passado, e foram "roubadas" num blog - há mais e melhores)

quarta-feira, junho 18, 2008

Tower Song (2)

Já viram a lua que temos hoje? Fogo, quando vinha para casa parecia enorme. Agora da janela já não parece tanto. Talvez tenha sido o facto de vir a ouvir smog que me turvou a vista.

Quando vinha a andar, pensava no post da torre e o que representava exactamente aquela torre de que eu próprio falava. Achei interessante o facto de ninguém ter perguntado o que era. Suponho que cada um de nós tem uma torre que nos impede de fazer aquilo que queremos e que cada um de vocês imaginou que a minha torre era a mesma que a vossa. Mas duvido. Na verdade nem eu próprio sabia bem do que falava.

Razão versus Emoção (2)

Depois da primeira edição de "Razão versus Emoção" referente a duas das minhas bandas preferidas, hoje é uma dedicada ao Neil Young. Razão versus Emoção, On the Beach versus After the Gold Rush:

terça-feira, junho 17, 2008

1ª Compilação A Vida Dos Outros

«You gotta kick off with a killer, to grab attention. Then you got to take it up a notch, but you don't wanna blow your wad, so then you got to cool it off a notch. There are a lot of rules.» - High Fidelity

A primeira compilação aqui do estaminé está feita. É, como já tinha anunciado, só com músicas dos Magnetic Fields. Mais especificamente, é com músicas que não dos álguns 69 Love Songs, que é por onde se deve começar, e do álbum deste ano, Distortion. Incluí, portanto, as melhores músicas dos álbuns The Charm of the Highway Strip (2), Holiday (4), Get Lost (5) e I (5).
Há aqui músicas mais fáceis que outras, mas quase todas mais difíceis que as do 69 Love Songs. O uso de sintetizadores pode ser desconcertante. Há também músicas que coexistem mal no mesmo álbum mas tentei suavizar essas diferenças. Se ouvirem com um site de letras à frente vão apreciar mais as músicas - posso sugerir o SongMeanings. Para as letras é importante ter em conta que o Merritt é, como de certo sabem, gay, algumas só assim fazem sentido. Uma das músicas incita ao consumo de drogas, espero que não o façam. Essa música tem, aliás, a que para mim é uma das frases mais tristes da história da música e que, lá está, apenas faz sentido visto ele ser gay: "A vodka bottle gave you those raccoon eyes / We got beat up just for holding hands". Essa música inicia uma mini-sequência de 3 músicas fantásticas que finaliza a compilação.
Ficaram algumas músicas muito boas de fora mas não poderia incluir mais - a compilação já tem 16 músicas. O critério é, claro, as minhas preferências. Aqui ficam dois cheirinhos do que esta compilação vos pode oferecer e que não vão, de certeza, faltar no concerto:





Espero que oiçam e que gostem.

Download

Tower Song

Isto podia ter sido escrito por mim, para mim:

«You built your tower strong and tall
Can't you see, it's got to fall someday»

Construí a torre e reforço-a todos os dias. Mas, ao mesmo tempo, aguardo esperançosamente que ela caia.

segunda-feira, junho 16, 2008

Fim-de-semana

Passei os últimos dias a ouvir as palavras dos quarentões depressivos: David Berman (Silver Jews) - foto -, Bill Callahan (Smog) e Suart Staples (Tindersticks). É bom encontrar conforto nas palavras ditas por vozes bem mais sábias e experênciadas que a minha. Vinha, aliás, uma entrevista/artigo ao/sobre o Berman no Ípsilon desta semana. Contava como em 2004 tentou o suicídio e foi salvo pela mulher (porque é que os suicidas são sempre casados?). Falava ainda de como a mulher (baixista da banda) o convenceu a fazer uma tour depois da edição do álbum Tanglewood Numbers em 2005 - a primeira dos Jews em 14 anos de existência e depois de 5 álbuns editados - e como isso mudou este novo álbum. Diz ele que pensava encontrar tipos como ele, ou versões femininas dele, e em vez disso encontrou "miúdos novos, muito novos mesmo". E é aqui que quero chegar: ele encontrou pessoas como eu. Assim, o novo álbum foi feito a pensar neles (nós). Diz ele: "São os futuros revolvedores de problemas - são os nossos soldadinhos de chumbo e eu estou a fazer de conta que sou o sargento." Mais à frente uma bela observação do João Bonifácio: "A preocupação com "os miúdos" é outra coisa: um meio para olhar para trás, para perceber que o passado nunca se foi embora, para alterar o que pode ser alterado". Parece-me uma observação bastante pertinente e interessante. Mas o que realmente interessa é que, estejam eles olhar para o passado ou para o presente, as palavras e vozes pesadas de qualquer um deles os 3, confortam-me.

E, hoje à noite, ver a vida de outro quarentão semi-depressivo na série Californication também vai ser bem bom.

quinta-feira, junho 12, 2008

Coisas

Vou agora para a confusão dos santinhos e amanhã de manhã vou para Santa Cruz e só volto no domingo. Por isso, tenham um bom fim-de-semana e entretenham-se com posts passados - como o que está linkado acima. Até domingo ou segunda.

quarta-feira, junho 11, 2008

Que calor

E por falar em ansiedade, amanhã tenho nada mais nada menos que 4 exames de inglês, começo às 9 da manhã e acabo às 5 e tal da tarde. Digamos que estou todo borradinho. Mais borrado ainda estou para o exame de segunda-feira em que estou atrasadíssimo no estudo. Em parte por causa deste calor que não deixa estudar. Sinto-me mole, sem vontade para fazer nada. Aliás, há duas coisas que até se fazem com gosto: derreter no sofá e comer gelado de cheesecake da Häangen-daz. De preferência ao mesmo tempo.

terça-feira, junho 10, 2008

Magnetic Fields

E já que estamos a falar de magníficas sequências de músicas parece-me justo referir a do mais recente álbum dos (meus queridos) Magnetic Fields, Distortion: "Please Stop Dancing", "Drive On, Driver", "Too Drunk To Dream", "Till the Bitter End", "I'll Dream Alone" e "The Nun's Litany".

E, já agora, dizer que nunca tive tão ansioso para um concerto como estou para este. Não é fácil moderar as expectativas quando vamos ver uma das nossas bandas preferidas. Bem como o segundo cantor mais importante. Vão faltar imensas músicas essenciais (o concerto não pode ter 4 horas), mas esperemos que não faltem as essencialíssimas:



Prometo um dia destes fazer uma compilação com as melhores músicas que não estão no 69 Love Songs e neste último, que acho que são aqueles que a maior parte de vocês conhece. Em que incluirei as que são, para mim, as melhores músicas dos álbuns I, Get Lost, Holiday e The Charm of the Highway Strip.

Se não percebem a beleza dos Magnetic Fields, eu também não vos posso explicar. Posso dizer que passa pelo brilhantismo das letras e a voz de barítono do Merritt - e a capacidade que ele tem de trabalhar com os sintetizadores - e pelo som do violoncelo do Sam Davol. O resto têm de perceber sozinhos.

Blonde on Blonde

A verdade é que este é que tem a melhor sequência dylanesca de sempre: "Visions of Johanna", "One of Us Must Know (Sooner or Later)", "I Want You", "Stuck Inside Of Mobile With The Memphis Blues Again", "Leopard-Skin Pill-Box Hat", "Just Like A Woman" e "Most Likely You Go Your Way And I`ll Go Mine". Tão bom, tão bom.

Blood on the tracks

Hoje vou andar às voltas com o dylan. Se tivesses um Top 10 de melhores álbuns de sempre (um dia destes faço um), este talvez tivesse lá. Pensando bem, e fazendo contas de cabeças, se calhar só num top 15. Teria de ficar atrás de outro(s) do mestre Bob. Não interessa, o que interessa é que é enorme.

Air Guitar

Digamos que aqueles 25 minutos que percorri hoje à noite pelas ruas vazias também foram bons. Se um dia disse isto, hoje digo: haverá alguma coisa melhor que vir a ouvir Silver Jews à noite enquanto se faz air guitar e se come um chupa (sim, mj, os recalcamentos)? Não me parece.

segunda-feira, junho 09, 2008

Californication

Depois de um dia como o de hoje só um episódio da série Californication é que me podia fazer feliz. Aqui fica uma das minhas cenas preferidas de um episódio anterior. O David Duchovny (Hank) é o ex-marido da senhora (Karen) e o outro gajo (Bill) é com quem ela está no presente. O título deste vídeo diz tudo "Hank vs Bill", as diferentes maneiras de lidar com uma situação.

(este gajo faz isto de uma forma tão pouco machista, caramba)

É por haver gente como esta que nós, os totós, não temos sorte nenhuma no mundo feminino.

domingo, junho 08, 2008

Drinking Songs

I wish they didn't set mirrors behind the bar
cause I can't stand to look at my face
when I don't know where you are
Then the feeling fades away
but you sort of wish it would've stayed
inside... the golden days of missing you

Silver Jews - Inside the golden days of missing you

sábado, junho 07, 2008

Sozinho em Casa

Torcicolos e torcicólogos

E por falar em pescoços. Lembrei agora do dia em que tive de ir ao hospital porque o meu pescoço andava um bocado inchado (talvez devido ao antibiótico que tomei para uma gastroentrite - era um dos efeitos secundários). Eu sabia que passar a radiografia no scanner viria a ser útil. Sou mesmo bonito, fogo.

sexta-feira, junho 06, 2008

Votação

Sobre isto está a decorrer uma votação ali ao lado --------->

Coisas

1. Hoje fiz uma referência literária enquanto jogava matraquilhos;

2. A moda dos calções aos quadradinhos é foleiríssima (assim ao nível desta palavra);

3. Houve um gajo que hoje levou uma iguana, de mais de meio metro de comprimento (não contando com a cauda) e uns 10 quilos de peso, para uma aula. Só porque sim. Chegou atrasado e sentou-se com o animal agarrado ao corpo. As coisas que as pessoas fazem por um pouco de atenção. Enfim.

I'm just remembering (3)

I remember her
And I remember him
I remember them
I remember then

I'm just remembering
I'm just remembering
Just remembering
I'm just remembering

quinta-feira, junho 05, 2008

I'm just remembering (2)

Today I am remembering the time
When they pulled me back
And held me down
And looked me in the eyes and said

You just haven't earned it yet, baby
You just haven't earned it, son
You just haven't earned it yet, baby
You must stay on your own for slightly longer

quarta-feira, junho 04, 2008

Não que alguém queira saber mas

Depois do teste que tive hoje e que me lixou a vida - tive de desistir para poder ir à 1ª fase de exames -, não 'tou com paciência para fazer recomendações. Para a semana, para a semana.

segunda-feira, junho 02, 2008

Bill Callahan @ Santiago Alquimista

Antes do concerto mandei uma mensagem a uma amiga a perguntar se ia. Disse que não, que já tinha visto smog e que não tinha sido nada de especial. Fiquei de pé atrás. Cheguei ao Santiago Alquimista, e foi com menos 18 euros no bolso que vi muitos instrumentos. "Ele vem com banda?" "Sim, vem". Dois pés atrás, estava à espera que fosse um concerto intimista. Nesta altura havia cerca de 3 pessoas na sala. Vê-se o Bill passar sozinho para os bastidores mas ninguém liga muito. Ainda com a sala quase vazia, entra o senhor que fez a primeira parte, Alasdair Roberts. Uma das melhores primeiras partes que já vi. Fez-me lembrar o Townes Van Zandt (com sotaque Escocês) e isso só pode ser bom. A sala vai enchendo à medida que a hora se vai aproximando. Entra o Bill Callahan e a sua banda e começa o concerto. Já não tem a cara de miúdo que se vê nas fotos. Parece mais velho, mais estranho, mais distante. Dança de forma estranha. Depois contrapõe isto com uma ou outra piada. O concerto muito rock, a voz mais crua que nos álbuns, as músicas tocadas com muita intensidade. Só tocou duas do último álbum, "Diamond Dancer" e "Sycamore" mas tiveram entre as melhores. A "Rock Bottom Riser", a "Say Valley Maker" e a "Blood Red Blood" foram alguns dos melhores momentos. Mas o melhor momento (e mais puro rock) foi, já no encore, a música "Blood Flow" que não conhecia mas que pôs toda a gente a bater o pé e a mexer o corpo. No final do concerto, diz o João Bonifácio, "carregou o material todo para a carrinha. outra merda que nunca tinha visto um gajo deste estatuto fazer." A simplicidade pareceu de facto ser uma das suas características. E a intensidade, meus caros amigos, a intensidade.

domingo, junho 01, 2008

Bill Callahan

É hoje. O senhor Bill Callahan, em nome próprio, em palcos nacionais.

sábado, maio 31, 2008

A tragédia, o drama, o horror

Mais ninguém se sente impressionado com os 30 quilos que a Alanis Morissette engordou nos últimos 3 ou 4 anos?

Giggle Loop

Cuidado! "To know about the giggle loop is to become part of the giggle loop". Se decidirem ver o vídeo a vossa vida nunca mais será a mesma. Mas vejam, a sério.



A Sé é muito bonita, é certo, mas estava cheio de putos mimados e tias que só dão um beijinho. A missa estava a ser uma seca. Tinha de fazer qualquer coisa. Conto uma piada seca ao meu irmão. Ele desata a rir. Eu desato-me a rir. Já nada pode parar a giggle loop. Só a ideia de não poder rir dá mais vontade de rir. Não conseguimos parar. Estamos a meio de uma missa. O importante é controlar a respiração e fazer cara séria. Controlar a respiração. Fazer cara séria. Mas o meu irmão ainda se está a rir. Continuo a rir-me também. As velhotas começam a olhar de lado. A minha mãe começa a refilar («tenho de ir para o meio de vocês os dois?»). Eu tento controlar-me, o meu irmão faz o mesmo Ao fim de 5 minutos a rir conseguimos finalmente parar.

E, já agora, meninas, eu fico muito bem de fato. Cof, cof.

sexta-feira, maio 30, 2008

Igreja

Entretanto vou ao crisma do meu primo e tenho de ir vestir algo melhor que umas calças de ganga rasgadas para entrar na casa do Senhor.


Concerto - Scout Niblett

E por falar nesta nova vaga folk (ainda que seja esticar um bocado a corda), hoje à noite a Scout Niblett dá um concerto em Lisboa. Pena não poder ir.

(E pena ser sem o senhor Will Oldham)

quinta-feira, maio 29, 2008

Bon Iver

Depois do hype Vampire Weekend - merecido, aliás - surge-nos um segundo hype em 2008. Chama-se Bon Iver. Diz-se que o nome vem do françês Bon Hiver. Diz-se que passou 3 meses isolado do mundo numa cabana a escrever canções. Isto, claro, podia ser pouco ou nada relevante - ainda que interessante - mas a verdade é que não é. Parece-me um ponto essencial.
Musicalmente podemos incluí-lo numa folk moderna despida de ornamentações, a mesma de nomes como Bonnie 'Prince' Billy, Smog, Iron & Wine, etc e um cantar que faz lembrar os TV on the Radio (como dizia alguém no ForumSons). O mais curioso é que o álbum intitulado For Emma, Forever Ago é de 2007, mas só agora está a ser descoberto pela maior parte das pessoas (exactamente o contrário dos Vampire Weekend, que já andavam nas bocas do mundo antes de lançar o primeiro álbum). Antes tarde que nunca.

Melhores músicas: Flume, Skinny Love e Re: Stacks.

Pensei em fazer disto uma "recomendação da semana" mas achei que ficaria melhor assim, apenas uma forte recomendação. Aconselho-vos vivamente a verem esta incrível interpretação da música Skinny Love no grande Jools Holland (ele começa a tocar aos 45 segundos):



Se alguém precisar posso disponibilizar o álbum.

quarta-feira, maio 28, 2008

Desafiado

Fui desafiado pela Rita - aquele tipo de coisas que os blogueiros gostam muito de fazer - e decidi ceder ao desafio. Pedem-me para me descrever em cerca de 6 palavras com a opção de escolher uma imagem. Nada mais fácil.

Sou prisioneiro de mim mesmo.

Recomendação da Semana

Artista: The Zombies
Álbum: Odessey and Oracle
Ano: 1968
Nota: 9/10

O nome da banda não é o melhor, é certo (chega mesmo a fazer lembrar bandas de heavy metal). Mas esta ideia não podia estar mais errada, claro. Como vocês devem saber, os Zombies foram uma das muitas bandas que surgiu na cena pop dos produtivos anos 60. Curiosamente, antes de gravar o álbum que viria a ser considerado a grande obra-prima da banda, os Zombies já tinham decidido separar-se. Era apenas um último esforço. Assim, entre o psicadelismo dos Beatles e dos Love e a harmonia dos Beach Boys, surge este "Odessey and Oracle" (em vez de Odyssey, que o artista responsável pela capa não sabia escrever). Quase ignorado à data de edição, veio depois a ganhar popularidade e é hoje considerado um dos melhores álbuns saídos do psicadelismo inglês dos anos 60.

Melhores músicas: "Maybe After He's Gone", "Hung Up On a Dream", "I Want Her She Wants Me", "This Will Be Our Year", "Friends of Mine".

Melhor Frase:
She takes your hand
When the world stays outside
That's something to see
That's nothing to hide

Para os indecisos

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terça-feira, maio 27, 2008

Para uma noite como esta (2)

Depois há um comentário no SongMeanings que expressa bem aquilo que oiço nesta canção:

«"Winter weather is not my soul -- but the biding for spring." This person is not the cold, desolate appearance that most see... underneath spring awaits to bloom, full of life.

"Why's everybody looking at me?" Yet this is all they see.

"Like I'm a southern bird that stayed north too long." He has been tempered and altered by the cold hardships in life. He no longer appears the same to others.

The last stanza is a bit perplexing to me. "Winter exposes the nests and I'm gone." It seems like there are parts of him that have died and he has to leave them behind.

I understand the feeling of no longer being recognized, no longer seemingly the same, no longer to be understood by others because life has changed you so.»

Para uma noite como esta

«Winter weather is not my soul
But the biding for spring

Why’s everybody looking at me
Like there’s something fundamentally wrong
Like I’m a southern bird
That stayed north too long

Winter exposes the nests
Then I’m gone»

Smog - Palimpsest

O House e eu

No episódio de ontem o House inventou o nickname "sweet sauce" para ele. Toda a gente sabe que o meu mail há anos que é "molho suave". De doce a suave é um passo.

Grinning in a self-satisfied way (2)

Éfe-grande ó dê há tracinho ése é ponto-de-exclamação


segunda-feira, maio 26, 2008

Caraças

Tenho a minha ida ao concerto dos Magnetic Fields em grande perigo graças a uma cadeira de merda, Bioética. O gajo lembrou-se de marcar o exame para o dia a seguir ao concerto, caramba. O que vale é que os MF andam pouco populares por cá e não tenho de comprar bilhete com antecedência e posso ver como vão estar as coisas nessa altura. Como dizia um amigo meu, se eu perco o concerto "vai haver molho", vai, vai.

E, aliás, se acabar por não ir ao concerto dos MF podia ir ao da Cat Power hoje (eu sei que tá esgotado mas tinha quem me vendesse). Mas como a esperança é a última a morrer, mando a Chan Marshall às urtigas. Nada de pessoal. Aliás, tudo de pessoal.

domingo, maio 25, 2008

Com uma t-shirt de oferta (2)

Hand in glove
the Good People laugh
Yes, we may be hidden by rags
but we have something they'll never have


Com uma t-shirt de oferta


Todos nós temos uma peça de roupa favorita. A minha é uma camisa de quadrados que uso sempre que está lavada e passada. Porque é que estou a falar disto hoje? Porque estava a ouvir esta música e está um dia alegre lá fora e apetece sair à rua e ir à feira do livro, ou assim. Apetece ser feliz. Com a dita camisa, claro. Mas, em vez disso, vou ficar a preparar uma apresentação para amanhã de manhã. Com uma t-shirt de oferta. A vida é assim.

Fama Show

Há quem questione a qualidade do Fama Show. Eu repondo com duas palavras: Vanessa Oliveira. E mais não digo.

sexta-feira, maio 23, 2008

Estado Civil

A sucessão de posts do Mexia hoje é qualquer coisa.

quinta-feira, maio 22, 2008

Sobre a rubrica da semana

Estou contente que tenha tido boa aceitação. Em princípio, para a semana vamos recuar 40 anos e visitar uma banda que nenhuma das minhas cobaias - no sentido em que posso espreitar o last.fm delas para ver se conhecem bem uma banda ou não, e daí tirar as minhas ilações sobre se vale a pena ou não recomendar -, Rita Curse e MJ, ouviu no last.fm. Um álbum que gosto imenso e ao qual volto recorrentemente. Não desesperem, faltam apenas 6 dias.

Festival da canção

Vi agora os resumos de 10 segundos das 19 canções que estão a concorrer nesta semi-final. Meu deus, e eu que achava que os nossos eram maus.

quarta-feira, maio 21, 2008

Recomendação da Semana

Decidi começar uma rubrica semanal. E que dia melhor se não a quarta-feira, entre o "Vídeo de Segunda" do Minimalismo Exacerbado e o "Eu casava com ele se ele quisesse" do 10 Feet Under. A minha vai ser, aconselhar um álbum. Vou tentar ter sempre coisas que eu acho que vocês desconhecem. Prometo, também, por um link para fazerem o download do álbum para que possam passar a conhecer, no caso de ainda não conhecerem o álbum. De referir que posso achar isto estúpido amanhã (e é um bocado) e deixar de o fazer. Tenho uns pensados, depois logo se vê.
Artista: Silver Jews
Álbum: Lookout Mountain, Lookout Sea
Ano: 2008
Nota: 8/10

O primeiro álbum tinha de ser este. Os Silver Jews são um dos meus mais recentes vícios, mas a verdade é que eles andam nisto há quase 15 anos. No princípio, eram tidos como um side project dos Pavement. Passou depois a ser evidente que quem estava por detrás dos Silver Jews era um senhor chamado David Berman, um moderno contador de histórias.
Como curiosidade, resta dizer que durante a carreira já receberam um 10/10 da Pitchfork, com o álbum American Water, e que só em 2006 fizeram a sua primeira tour. Actualmente, os Silver Jews são alvo de um pequeno (mas em crescendo) culto.

Melhores músicas: "What is not but could be if", "Suffering Jukebox", "My Pillow is the Thereshold", "Strange Vistory, Strange Defeat" e "We Could Be Looking for the Same Thing";

Melhor frase:
"Romance is the douche of the bourgeoisie"
Was the very first thing she imparted to me
We had sarcastic hair, we used lewd pseudonyms
We got a lot of stares on the street back then.

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Portas e Janelas

"Quando Deus fecha uma porta, abre uma janela". As janelas não são a mesma coisa e ficamos a olhar para a porta fechada, mas pelo menos sempre entra um pouco de ar fresco.

Cinema

Fui ver este filme ao cinema. A MJ tinha-me dito que eu era a personagem da Norah Jones e estava curioso em relação a isso. Estava curioso também por me terem dito que tinha sido o filme de abertura do Indie deste ano. O filme é bom, nenhum espectáculo. A história é muito corriqueira, é típica comédia romântica - e isso via-se no público, constituído (inteiramente?) por casais -, onde ele ganha é na realização. Não percebo nada disso, mas há filmes em que é bastante óbvio que o realizador tem uma forma características de filmar e até na edição. Este é um deles e é aí que o filme vale a pena.

terça-feira, maio 20, 2008

Tapando falhas musicais (2)

Ainda não é de noite mas que se lixe.

Once I Was



Once I was a soldier
And I fought on foreign sands for you
Once I was a lover
And I searched behind your eyes for you

Também eu fui um soldado que lutou em terras que não me eram favoráveis.* Também eu procurei por trás dos teus olhos por ti - e mesmo assim dizes-me que aquilo que encontrei, o teu eu que encontrei, não é verdadeiro; facto que me recuso a aceitar. Desses tempos, que (aos poucos) vão passando, fica a sensação de me teres preparado melhor para as desilusões da vida - era demasiado ingénuo, eu sei. E, ainda assim, também eu não consigo deixar de me perguntar se te lembrarás de mim.

*Sei que o Tim Buckley se referia ao Vietname e desde já peço desculpa pela comparação entre o Vietname e a tua cabeça mas a verdade é que também eu fui vítima de "emboscadas".

E-mails

Recebi um e-mail a dizer que se quebrasse a corrente de envios - tenho uma hora para reenviar - ia ter azar ao amor. Claramente esta gente não me conhece.

Tapando falhas musicais

É bom, mas a música que dá nome ao álbum é que é do caraças.

segunda-feira, maio 19, 2008

I'm just remembering

Ouvido na faculdade:
«...e agora tem a mania que gosta de música. Descobriu os Nirvana.»
Acrecentando em tom irónico:
«Os Nirvana, uau»

E lembrei-me de quando também eu descobri os Nirvana, tinha eu 11/12 anos, e como isso me mudou. Lembro-me muito bem de ver o MTV Unplugged pela primeira vez e de estar a achar aquilo fantástico. Lembro-me de a minha mãe me chamar para ir almoçar. Lembro-me de o meu irmão dizer que tinha o CD. Lembro-me de me deitar todos os dias, nas semanas que se seguiram, com o CD na aparelhagem. Lembro-me de ter uma panca pela «Come as you are». Lembro-me de ter descoberto que ele já estava morto. E lembro-me de mais tarde ter percebido que o grande momento do concerto tinha sido a cover da «Where did you sleep last night» do Leadbelly, nomeadamente a parte final da música. A verdade é que ainda hoje esta música me arrepia:


domingo, maio 18, 2008

Futuro

No dia em que tiver uma casa só minha - vazia de mobília por falta de dinheiro - a primeira noite vai ser passada deitado no chão de madeira ao som deste senhor.

sábado, maio 17, 2008

Hoje

suffering jukebox such a sad machine
your filled up with what other people need
hardship, damnation and guilt
make you wonder why you were even built

suffering jukebox in a happy town

you're over in the corner breaking down
they always seem to keep you way down low
the people in this town don't want to know

quinta-feira, maio 15, 2008

The Mystery Box

Querido Bicas,

A ideia é mesmo vocês não perceberem certas coisas. Por exemplo, provavelmente não perceberam que este post não foi feito para ocupar espaço. Podia ter dito - e agora estou a explicá-lo - que era sobre a diferença entre o que as pessoas pensam que são os nossos sentimentos e o que eles são na realidade, a diferença de perspectivas de uma mesma situação (ou situações), e como isso deixa o visado visivelmente divertido. Sugiro-lhe o visionamento de uma palestra de um dos criadores da série Lost - não tem nada a ver com a série, prometo, e é verdadeiramente interessante - sobre o "witholding information", e como isso pode ser importante e dá um grande gozo. Por exemplo, você poderá achar que usando um pseudónimo está a a witholdar informação de mim mas, meu caro, não está.

Atenciosamente,
Francisco

Espiritualidade

Hoje roguei pragas e disse bem de Deus vezes sem conta. No final, agradeço-lhe pelo dia, que será recordado com saudade. Amanhã.

terça-feira, maio 13, 2008

Em conversa

Enquanto R. me conta sobre as suas duas paixões dos últimos tempos, diz-me:

«Ah, e ambas dizem que tu pareces ser um gajo interessante.»

Eu riu-me e respondo:

«Pois, eu sofro desse síndrome.»

E parece que este síndrome não tem cura.

segunda-feira, maio 12, 2008

Californication - Pai e filha

«Hank and Becca are walking together. He says she's quiet. He asks if she's all right. She says her heart hurts. His too. Becca doesn't want to talk about it, but wants to know when will it stop hurting. Hank says, "If you're lucky, never." He quotes Keats, which she identifies immediately. She asks if he can quote something from this century. He asks if she has Dylan's Blood on the Tracks. "If you see her, say hello," he starts singing. He keeps singing as they walk off down the street. Dylan picks up the slack and continues the song. We fade to black on a weird freeze-frame.»

Concerto The National (2)

Grande Concerto. Candidato a concerto do ano.

Com apenas quatro defeitos. A saber:

1- Foi muito pequeno - 1 hora e meia;
2- Demasiadas palmas e pessoas em pé - felizmente consegui estar sempre sentado (só me levantei, tal como 98% das pessoas, na Mr. November);
3- Demasiado esterismo por parte do público que logo desde o princípio estava "ganho";
4- Demasiada luz - até o próprio Matt disse isso.

E os 3 melhores momentos:

1- Mr. November - em que o Matt foi cantar para o meio do público, como se pode ver aqui - com a Aula Magna totalmente ao rubro;
2- Daughters of the Soho Riots - com um belo coro final;
3- A Start a War que é das minhas preferidas deles.

O Matt Berninger é Deus e mexe-se como ninguém. E os National são uma das melhores bandas no activo. Talvez só atrás dos Silver Jews, dos Magnetic Fields e dos of Montreal.

PS: As fotos foram roubadas ao "Senhor Manel" no ForumSons.

Concerto The National

Não foi na areia mas foste profeta do meu futuro. E o mais inacreditável é que, depois de o ter lido, não percebi que ele me estava inevitavelmente destinado. Antes preferia ter sido Cassandra de mim mesmo. Nenhum consolo.

domingo, maio 11, 2008

Está quase

E a música porque toda a gente espera:



Today you were far away
and I didn't ask you why
What could I say
I was far away
You just walked away
and I just watched you
What could I say

How close am I to losing you

Tonight you just close your eyes
and I just watch you
slip away

How close am I to losing you

Hey, are you awake
Yeah I'm right here
Well can I ask you about today

How close am I to losing you
How close am I to losing

K-Hole

Esta foto fez-me lembrar o David Berman, dos Silver Jews, e logo a seguir lembrei-me da música K-Hole em que ele canta:

I'd rather live in a trash can
Than see you happy with another man


sexta-feira, maio 09, 2008

Grinning in a self-satisfied way

«The episode ends with House catching Cameron and Chase in a storage closet, using the excuse he had to dispose of some files, leaving both with shocked expressions on their faces at House's seemingly apathetic attitude at them being caught. House is later seen grinning in a self-satisfied way as he walks out of the closet.»

quarta-feira, maio 07, 2008

Limites do humor

Uma leitora atenta do blog disse, num post anterior, que não achou bem que fosse feita uma piada n'Os Contemporâneos sobre a Maddie. Os limites do humor são pergunta recorrente aos humoristas, e tendo em conta que a minha prima de 13 anos me disse, no domingo, que eu tinha jeito para essa nobre profissão, achei que tinha uma palavra a dizer. Na minha opinião, não deve haver limites ao humor. Há, isso sim, timings e maneiras de dizer as coisas que fazem toda a diferença. Devo confessar que gostei bastante da piada. Primeiro, o timing parece-me bom - por um lado, tem-se falado muito sobre o desaparecimento agora e, por outro lado, já há distanciamento suficiente para poder ser material de comédia. E segundo, as duas coisas referidas, o excesso de cobertura jornalística e o excesso de aparecimentos da Maddie em diferentes locais, parecem-me dois aspectos da tragédia bastante inofensivos. Além disso, o facto de ele perceber que a piada pode ferir susceptibilidades e dizê-lo claramente acaba por suavizá-la.

Dois repeats

1 - Faltam 4 dias para os National e hoje andei com esta música em repeat nos ouvidos:



2- Desde há pouco mais de uma semana para cá, que foi quando descobri este vídeo, tem andado em repeat a cover que os Arcade Fire fizeram da música Born on a Train dos Magnetic Fields - que, por muito que me custe admitir, gosto mais que a orginial. Melhor letra e refrão de todo o sempre? Neste momento, sim.



But I've been making promises I know I'll never keep
One of these days I'm going to leave you in your sleep
I have to go when the whistle blows, the whistle knows my name
Baby, I was born on a train


Infelizmente, parece-me que em ambos os casos as músicas não vão ser tocadas nos respectivos concertos. Mas a esperança é a última a morrer.

terça-feira, maio 06, 2008

Duas Coisas

1- Os anti-capitalistas não percebem nada de gelados.

2- Por causa do indie não tive oportunidade de ver a estreia d' Os Contemporâneos. Vi ontem à noite pelo site e achei que seria interessante comentar. As espectativas que tinha eram altas, juntar o Nuno Lopes, Bruno Nogueira, Maria Rueff e Nuno Markl no mesmo elenco só pode ser um bom sinal. A verdade é que estava à espera de melhor - talvez tivesse as expectativas demasiado altas.

Coisas boas: os sketches com os monólogos do Bruno no princípio e fim do programa, sempre que o Nuno Lopes aparecia - mesmo em sketches menos bons como o do concurso dos professores -, o Bruno Nogueira na maior parte dos sketches, os do elevador, o do presidente do clube de futebol, e partes do sketch sobre o Buraka Obama. Antes do Nuno Lopes aparecer e o primeiro discurso não interessam, já o Nuno Lopes a dançar e a parte da música são geniais.

Coisas más: o sketch do concurso de professores - excepto quando o Nuno Lopes aparecia no ecrã, que mesmo assim ainda são uns 30% -, o sketch a gozar com o Fama Show e o sketch do Papa. Acho ainda que a Maria Rueff parece estar em baixo de forma - não teve nenhum grande momento durante o programa - e que a mistura entre sketches de situações cómicas e coisas mais recentes, é capaz de não ser a melhor opção.

No fundo, o Nuno Lopes (!) e o Bruno Nogueira são enormes e, nem que seja só por eles, vou continuar a acompanhar o programa.

segunda-feira, maio 05, 2008

Segundas

Nunca gostei da segunda-feira por causa do regresso às aulas depois de um fim-de-semana. Mas tudo isso mudou de há umas semanas a esta parte. A razão é simples: séries. Só à segunda vejo 3. E todas boas. Começo por chegar do inglês às 10.20/10.30, janto a correr e começa a festa:

A primeira série é a 2ª temporada do Weeds, que tem o melhor genérico de sempre. A música, já antiga e com uma letra fantástica, é sempre cantada por artistas/bandas diferentes todos os episódios. Vejam, por exemplo, a Regina Spektor ou a Joan Baez ou até os Linkin Park (e até é boa - se alguma vez me acusarem de ter dito isto vou negar, obviamente). Mas a minha preferida é, talvez, a dos Shins. O mais interessante é perceber que se consegue, com a mesma música, fazer coisas tão diferentes. A série é sobre os suburbios americanos.

A segunda série é Californication, com o David Duchovny - sim, o Mulder nos X-Files - e é sobre um homem que tem, digamos, o mundo das mulheres a seus pés (com excepção da ex-mulher). Escusado será dizer que, por essa razão, a série tem algum sexo.

E, claro, a terceira é o House, que dispensa apresentações.

domingo, maio 04, 2008

Scott Walker: 30 Century Man

Vi-te.
Não te vi.
Vi-te.
Não te vi.
Vi-te.
Não te vi.

sexta-feira, maio 02, 2008

Bolachas de chocolate

Bolachas de chocolate boas não são notícia, notícia é haverem umas más.

Indie Lisboa (2)

Já tenho bilhete para o documentário sobre o Scott Walker, no domingo à noite. Pelo resumo deve ser muito interessante.


quinta-feira, maio 01, 2008

Hoje é dia de indie

Hoje é dia de ir ao indie ver cinema romeno. Duas vezes. Em princípio. Primeiro, no Cinema Londres, às 17.45, para ver três curtas e uma semi-longa metragem (todas do mesmo realizador). E depois, no Cinema São Jorge, às 21.45, para ver mais duas curtas e uma longa-metragem. Sendo que, a longa metragem da noite, é de um realizador já meu conhecido - e talvez vosso também, não sei - através do filme '4 meses, 3 semanas e 2 dias'.

Foi aliás nesta secção - Herói Independente - que, há dois anos, vi 3 sessões de curtas de um senhor chamado Jay Rosenblatt e que foram das coisas mais interessantes que vi em cinema até hoje.