quinta-feira, março 29, 2007

A vida dos outros

Estava eu aqui a ver o blog Minimalismo Exacerbado (um grande blog, diga-se), que está a comemorar 2 anos, e apeteceu-me falar um pouco sobre o passado, o presente e o futuro aqui do estaminé.

Há um ano e meio quando criei este blog tinha grandes planos para ele. Inicialmente, a ideia era falar sobre certos aspectos da sociedade, coisas do nosso dia-a-dia e coisas sobre as quais ouvimos falar na comunicação social. Seria a minha visão de tudo isto, daí o nome do blog (que, para quem não sabe, é uma música dos Pluto). Mas, é claro, as coisas nunca são como queremos. Para começar, a minha falta de jeito para a escrita é difícil de esconder e isso não me permite, muitas vezes, falar sobre os temas como era desejável. Com ironia. Com sarcasmo. De forma crítica. E, principalmente, com piada. (Sim, o facto de os meus posts não terem piada é só devido à minha falta de jeito para a escrita.) E, por essa razão, cheguei a acabar com o blog. Não estava a ser o que eu queria que ele fosse. Mais tarde, senti a falta de escrever. O que é deveras estranho, já que nunca fui muito dado a estas coisas.

Hoje em dia sinto que o blog está infinitamente melhor do que era quando comecei. Ainda assim, isso não me chega. O blog tornou-se um local de convívio, basicamente. As pessoas divertem-se a fazer uns comentários aqui, uns comentários ali e pronto. Para além disso, uma das coisas que mais me “preocupa” é a falta de identidade do blog que, neste momento, é uma confusão de coisas que me vão passando pela cabeça.

Quanto ao futuro, algumas promessas:

1- mais posts sobre o dia-a-dia;

2- posts a gozar com celebridades, qualquer dia faço um post sobre o Cláudio Ramos;

3- usar a palavra panóplia mais vezes;

4- ser menos parvo. Um dia até, quem sabe, deixar de ser parvo na totalidade. Mas isso já não prometo;

5- deixar de fazer posts desinteressantes como este;

6- uma panóplia de novas piadas;

Por enquanto são estas. Não necessariamente por esta ordem.

terça-feira, março 27, 2007

Cinema


Hoje fui ao cinema ver este filme de "terror". Mas, e que isto fique bem claro, só fui por ser à pala.

Um dos piores filmes que já vi em toda a minha vida? Sim. Ri-me imenso com cenas que eram, supostamente, "assustadoras"? Podem querer que sim, eu e toda a gente. Fiquei com vontade de vomitar o jantar? Não, mas só porque eu não sou uma pessoa do tipo vomitadora.

Pessoas a quem eu não conselho o filme: Todas as pessoas que tenham o mínimo de bom gosto.
Pessoas a quem eu aconselho o filme: Ninguém.
Pessoas a quem eu prefiro não dar conselhos pois arriscavam-se a gostar do filme: Pessoas com muito, muito, mas mesmo muito, mau gosto.

Ainda estou a tentar perceber se quem fez o filme fez uma comédia propositadamente ou não. Eu acho que não, mas gostava de estar errado. A sério, gostava mesmo.

segunda-feira, março 26, 2007

Em repeat: Jeff Buckley - Forget Her

Há aquelas músicas de que eu gosto, há aquelas que adoro, há aquelas que acho geniais, há ainda aquelas que até me custa acreditar que alguém tenha feito mas depois, ainda mais acima, há aquelas que me fazem ficar sem palavras, esta é uma delas:

Of Montreal + Conan O'Brien = 12 de Abril

Acabou de chegar a informação de que os Of Montreal vão estar no Conan O'brien no dia 12 de Abril à mesa de trabalho do "A vida dos outros". Gostava de poder por o vídeo da passagem dos Clap Your Hands Say Yeah por lá, visto ter sido uma actuação que me marcou bastante já que me serviu de apresentação aos senhores. Infelizmente, não está no YouYube, por isso ficam antes com o single de apresentação do fantástico novo álbum dos Of Montreal, Heimdalsgate Like A Promethean Curse, e que é, portanto, a grande música candidata a ser tocada no Conan. É também umas das minhas músicas preferidas do novo álbum. Além disso, hoje fui com o novo álbum no discman por isso calha bem.

terça-feira, março 20, 2007

Super Bock Super Rock

Há festivais maus, há festivais bons e depois há o Super Bock Super Rock deste ano. Se não reparem: Arcade Fire, Interpol, Maxïmo Park, Bloc Party, LCD Soundsystem, Klaxons e agora Clap Your Hands Say Yeah. É também virem os Of Montreal e/ou os Radiohead e/ou os Strokes e arrisca-se a ser o maior festival de que há memória. Na minha, pelo menos.

terça-feira, março 13, 2007

Pombos


Os leitores mais antigos e atentos deste blog lembrar-se-ão, certamente, de um post sobre uma notícia do jornal do metro há uns meses a esta parte. Dizia a notícia que os pombos lisboetas iriam começar a tomar a pílula coisa que, naturalmente, eu achei que tinha muita piada. Se não se lembravam do post lembrar-se-ão, sem dúvida, da foto. Alguns de vocês estarão já a pensar que me caiu merda de pombo em cima, mas não, estranhamente, hoje venho vos falar novamente sobre reprodução dos pombos lisboetas. Não quero que pensei que tenho um fetiche com estes animais, simplesmente, eles tendem a por se a jeito para serem matéria-prima de posts a vida dos outrianos (estranhamente, também, esta palavra não existe).

Não sei se já repararam mas os pombos lisboetas parecem não possuir uma época reprodutora definida. Não, felizmente, nunca vi dois pombos a reproduzirem-se. Digo isto (apenas) porque estão constantemente em rituais de acasalamento. Não sou nenhum especialista em pombos, é um facto, mas creio que quando um pombo anda atrás de outro, outra, aliás, ou assim espero, a fazer movimentos com a cabeça de cima para baixo enquanto inclina o corpo para a frente e para trás não está propriamente com comichão nas costas. O que ele quer, meus amigos, é festa.
Esta é a dura realidade.

quinta-feira, março 08, 2007

Duas épocas, duas bandas, quatro álbuns

Em Agosto de 2005 ouvi dois álbuns que me marcaram bastante, foram eles, "Funeral" dos Arcade Fire e "Andrew Bird & the Mysterious Production of Eggs" do Andrew Bird. Lembro-me de ter sido informado que os Arcade Fire iam dar um concerto em Paredes de Coura uns dias depois. Fiquei com muita pena de não os ter ido ver, principalmente, quando soube que tinha sido um grande concerto. Felizmente, logo no princípio de Setembro pude ir ver o Andrew Bird ao Lux tendo sido, também este, um grande concerto. Porque é que eu estou a falar disto agora? Porque ambos lançaram, no início deste ano, um álbum, respectivamente, "Neon Bible" e "Armchair Apocrypha". Infelizmente, sendo dois bons álbuns (acho que ainda vou aumentar a nota que dei a ambos à medida que o tempo for passando), são claramente inferiores aos anteriores.

Na Primavera de 2007 vêem ambos dar um concerto a Portugal e, tal como no Verão de 2005, talvez só vá ver o Andrew Bird.

terça-feira, março 06, 2007

Post dear chicletiano

Hoje caiu-me uma gota de água daquelas grandes e grossas no olho. E, para quem não sabe, uso uns óculos que são a dar para o grandinho.

sexta-feira, março 02, 2007

Morrissey - Life is a Pigsty

It's the same old S.O.S.
But with brand new broken fortunes
And once again I turn to you
Once again I do I turn to you
It's the same old S.O.S.
But with brand new broken fortunes
I'm the same underneath
But this you, you surely knew
Life is a pigsty
Life is a pigsty
Life is a pigsty
Life is a pigsty
Life, life is a pigsty
Life, life is a pigsty
Life, life is a pigsty
Life is a pigsty
And if you don't know this
Then what do you know?
Every second of my life I only live for you
And you can shoot me
And you can throw me off a train
I still maintain
I still maintain
Life, life is a pigsty
Life is a pigsty
And I'd been shifting gears all along my life
But I'm still the same underneath
This you surely knew
I can't reach you
I can't reach you
I can't reach you anymore
Can you please stop time?
Can you stop the pain?
I feel too cold
And now I feel too warm again
Can you stop this pain?
Can you stop this pain?
Even now in the final hour of my life
I'm falling in love again
Again
Even now in the final hour of my life
I'm falling in love again
Again
Again
Again
I'm falling in love again
Again
Again
Again

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Anúncios 2

Serve este post para responder à pergunta “mas tens ideias para anúncios ou não tens ideias para anúncios? “ colocada pelo anónimo.

A verdade é que tenho. E podia ter muito mais se esse fosse o meu emprego. Pois cá vai uma:

Punha uma família ou grupo de amigos a comer como nos outros anúncios e depois alguém dizia:

Pessoa 1 - Pera lá! Isto parece mais um daqueles anúncios de comida que passam na televisão e em que nada acontece.

Pessoa 2 - Pois é...

E depois tenho dois finais, o primeiro teria de passar primeiro, ou seja, o segundo podia começar a passar só umas semanas depois ou assim:

1- A pessoa 2 agarrava num bocado da comida e mandava à pessoa 1, o que provocava uma feliz guerra de comida. Depois o narrador dizia: "Claramente, quem disse que não se deve brincar com a comida, não conhecia o senhor que esteve a ideia para este anúncio.”

2- Depois do pois é, continuava tudo na mesma. Passados uns 5 segundos da mesma seca o narrador dizia: “Infelizmente, o senhor responsável pelas ideias dos nossos anúncios foi despedido por brincar com a comida numa reunião de trabalho.”

Propostas de trabalho podem ser colocadas em comentário.

sábado, fevereiro 24, 2007

Anúncios

Eu tenho uma grande admiração por anúncios, principalmente os de comida. Gosto de imaginar as reuniões das empresas que têm os seus produtos anunciados na televisão e a razão é muito simples: se os anúncios são as melhores ideias, então, nem quero imaginar como serão as ideias que não são utilizadas. Será que, se eu pagar bem, eles me deixam assistir a uma das reuniões?

Havia um anúncio, aqui há uns tempos, pelo qual eu nutri e nutro especial carinho, era um anúncio do leite com chocolate UCAL. O que é que acontecia neste anúncio, perguntam vocês, basicamente era uma mulher a beber um trago do dito leite, com um fundo branco por trás, e depois virava-se para a câmara e dizia simplesmente: “Para mim UCAL é (pequena pausa) UCAL”. Isto já se viu em algum lado? Não percebo. A menos que este anúncio tenha uma mensagem subliminar não acho que vá fazer alguém querer beber o leite.

Outro tipo de anúncio que eu gosto muito é aqueles em que aparecem pessoas a comer determinado produto. A cara das pessoas a comer aquilo deixa sempre muito a desejar. Não percebo, a sério, das duas uma: ou as pessoas não gostam daquilo ou, ainda que gostem, a vontade de aparecer bem na televisão fala mais alto e, por isso, fazem uns belos sorrisos amarelos.

Quando for grande quero ser um teredor-de-ideias-para-anúncios-de-televisão-especialmente-os-anúncios-de-comida. É o sonho da minha vida.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

A banda sonora perfeita para o dia dos namorados

Se for passado com alguém:

The Beach Boys - Pet Sounds



Se for um dia passado sozinho:

The Smiths - The Smiths

Teria de ser um misto de músicas de Smiths mas tendo de escolher um acho que este é o mais depressivo.

sábado, fevereiro 10, 2007

Improviso

Apetece-me escrever qualquer coisa mas não tenho nada sobre que escrever. Estou de férias e não tenho nada para fazer por isso estou aqui a redigir um texto constituído por palavras que escrevo há medida que me vêem à cabeça. Gajas. Gajas. Peço imensa desculpa mas tenho de escrever exactamente o que, gajas, me vem à cabeça, esta música é uma merda, quando me vem à cabeça. Gajas é uma palavra feia, quando um gajo diz gajas soa mal mas se uma gaja disser gajas nao soa tão mal. No fundo vivemos numa sociedade controlada pelas gajas. Por falar em gajas, amanhã é o referendo, espero que vão votar. Eu perdi a vontade de ir votar com o facto de se ter falado tanto sobre o aborto. Ainda assim, vou cumprir o meu dever cívico, como as pessoas gostam de dizer, e votar. Votar no Sim. Não tenho mais nada para dizer mas o texto ainda está pequenino e eu não tenho mais nada de interessante para ir, gajas, fazer por isso vou continuar a escrever, Smiths (esta foi um pouco numa de gozar, as outras não, obviamente), o que me vem à cabeça. Quando quiserem parar de ler parem, depois avisem nos comentários até aonde é que leram, se tiveram a paciência necessária para chegar a esta parte do texto. Será que isto já foi feito, postar um texto feito de coisas que vêm à cabeça de uma pessoa? O Pessoa não teve essa oportunidade, na altura nem se quer existia internet, mas aposto que, se fosse vivo, também faria uma cena deste tipo. Estarei eu a comparar-me ao Pessoa? Serei eu um Grande Português? Não consta que eu esteja na lista mas tenho para mim que sou bem "mais grande" português que muitos dos que aparecem naquela lista. Não a dos 10, a outra maior. Vi no blog 1 pouco mouco que estava lá um actor dos morangos, não sei quantos pestana ou lá o que era. Vergonhoso. Até eu merecia mais estar lá que ele, sou preguiçoso, deixo tudo para a última hora, sou cusco, sou parvo, gosto de refilar com tudo, no fundo, tenho tudo o que é preciso para ser um grande português. Não se percebe. Bem, acho que me lembrei de algo mais interessante para fazer que estar aqui a escrever parvoíces. E se agora eu não disser o que é será que vocês ficam curiosos para saber do que é que eu estou a falar ou perceberão que, na verdade, não tenho nada para ir fazer e quero apenas fazer passar a ideia que sou uma pessoa ocupada e cheia de coisas para fazer? Uff, estava a ver que a frase não acabava, conseguiram ler a frase toda em tom interrogativo à primeira? Não é fácil, diga-se. Bem, isto está a ficar estúpido. É engraçado que as pessoas têm a mania de dizer coisas deste tipo. Se eu achasse isto estúpido carregava na cruz no canto superior direito do meu ecran e resolvia o assunto. Mas não, vou postar isto e esperar uma reacção positiva a esta parvoíce que, ainda assim, eu acho que tem alguma graça. Não? Pronto, talvez não.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Merda!

Hoje (5ª) pisei um presente que um simpático cão deixou no meio da rua. É das coisas mais chatas que podem acontecer a uma pessoa que vai a andar na rua, isso e ser atropelada. E encontrar alguém com quem não queremos falar mas, infelizmente, não podemos ignorar. O mais engraçado é que a cerca de 20 cm, digo cerca porque não medi, estava um belo mini-jardim. Compreendo que o cão, ao ver a placa de espaço de lazer, não quisesse sujar aquele metro quadrado de relva e flores que tanto tem contribuído para a felicidade das pessoas do bairro.

O pior é que este tipo de coisas só me acontece quando estou atrasado. A sensação do téne (sempre gostei da palavra téne) a patinar, ainda que só tenha pisado com o calcanhar, e aqueles breves segundos em que uma pessoa ainda tem esperança que seja apenas impressão são uma coisa fantástica e que eu aconselho vivamente a quem nunca teve a felicidade de experimentar. Resultado, depois de limpar o téne, voltei para trás para mudar de ténis e depois aquela sensação de que estes ténis também têm merda é muito estranha.

Enquanto redigia este texto procurei, no google, por "merda" e "merda de cão" e não aconselho a ninguém. Quem é que tira uma fotografia a uma sanita com cagalhões? Eu pensava que ninguém. E quem é que, não só tira uma fotografia a uma sanita com cagalhões, mas ainda põe isso na net? Já ouvi falar em 5 minutos de fama mas isto ultrapassa-me. Perguntam agora vocês: mas para que é que fizeste essas pesquisas, Francisco? Para embelezar o meu post, obviamente.

domingo, fevereiro 04, 2007

Gato Fedorento

Acabou agora mais um programa dos Gato Fedorento e, mais uma vez, mostraram estar em grande. Não pelos scketches mas pelos comentários a estes feitos pelo Ricardo Araújo Pereira. Não posso deixar de imaginar quem os criticou a semana passada por defenderem, no scketch em que o Ricardo Araújo Pereira imitava o Marcelo Rebelo de Sousa, o sim ao aborto, a ver este sketch. Como dizia o RAP no programa "Grande Entrevista" há umas semanas, um humorista não tem qualquer obrigação de ser imparcial e, na semana passada, não foram. Parecia que, nessa entrevista, o RAP, estava a adivinhar o que se iria seguir já que, durante esta semana, houve quem os tivesse criticado por terem sido parciais. O RAP usou a sua crónica semanal na revista "Visão" para responder a essas pessoas com o seguinte texto (guardem a imagem no vosso pc para ficar suficientemente grande para lerem):

Mas, permitam-me dizer, a resposta que foi dada esta noite foi de grande classe.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Leis

Enquanto no programa "Prós e Contras" se discute a lei do aborto, o meu primo, de 11 anos, tem outra lei em mente, reparem no nick dele do msn: "kem me dera k fosse iventada uma lei k dicesse k as escolas paravam de existir". Belos tempos em que as únicas preocupações de uma pessoa eram estas.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Não sei se já repararam nisto:





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Basicamente são os álbuns de 2007 que já ouvi mais que uma vez. A nota é a minha nota aos álbuns, não vou fazer críticas aos álbuns pois não sou bom nisso. Por essa razão, os links levam-vos para a crítica do all music ao respectivo álbum ou, no caso de não estarem no all music, para outro site adequado. Os álbuns que não tiverem nota são os albuns que ainda não foram ouvidos com suficiente atenção para serem avaliados. Por fim, os que não tiverem link é porque ainda não têm crítica no all music mas terão em breve. Algum comentário a alguma nota ou álbum pode ser feito em qualquer post. Esta secção vai ser actualizada com alguma frequencia por isso estejam atentos.

sábado, janeiro 27, 2007

Little Miss Sunshine

Só vi hoje o filme, ainda que tenha estreado há meses, e gostei muito. Os Óscares estavam a precisar que um filme independente e simples como este fosse nomeado, ainda bem que foi. Ainda por cima é uma comédia, é deveras estranho. Claro que não ganha mas fico feliz por, pelo menos, ter sido nomeado, merece.

Como? Não estou a refilar com nada? Pronto, está bem. Havia uma mulher ao meu lado esquerdo que, no início do filme, volta e meia mandava comentários para outra senhora e, para além disso, ria-se de uma forma irritante, tendo passado toda a cena final da miúda a rir altíssimo.
Já sei, já sei, o texto está muito presunçoso.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Jantares da facudade (mas que depois acaba a ser sobre a minha geração porque estou a ouvir JP Simões)

Há uma coisa que me irrita profundamente nos jantares que tenho com os meus amigos da faculdade e, supondo que isto é geral e tendo eu um jantar com amigos da faculdade hoje, decidi partilhar com vocês a minha angústia.

Todos nós conhecemos a celebre cantiga "e se o "introduzir nome da pessoa visada" quer ser cá da malta tem de beber este copo até ao fim, até ao fim, e vai a cima, etc.", o que se calhar alguns de vocês nunca tiveram a oportunidade de experimentar é ouvir esta música cantada cinco vezes em um minuto. Mas eu já e acreditem no que eu vos digo, irrita, e muito. Qual é o sentido das pessoas cantarem e quando a pessoa vai a meio do copinho, já está tudo a discutir qual será a próxima vítima? Sim, porque é isso que as pessoas visadas são, vítimas. Está uma pessoa muito bem a ter uma conversa animada ou a deliciar-se com a comida (bom, se calhar isso nunca aconteceu já que os jantares da faculdade são sempre em sítios rascas) quando ouve o seu nome começar a ser gritado no outro lado da mesa.

Eu: “Então mas tu não ias…”
O outro lado da mesa: “E se o excelentíssimo quer ser cá da malta..."
Eu: “…”

Mas o pior é que eu não gosto de beber álcool, simplesmente porque me sabe melhor beber outras coisas, logo tenho sempre de ouvir esta musiquinha e dizer:

Eu: “Epá, vocês já sabem que eu não bebo”

Escusado será dizer que depois tenho de ouvir uma, ou eventualmente as duas, das seguintes frases:

Os do outro lado da mesa: “Tens a pila murcha”
Os do lado cá da mesa: “Cheiras a leitinho”

Não que me irrite ouvir estas belas frases mas também não acho grande piada porque, simplesmente, não tem. Já partilhei esta minha angústia com uma amiga minha a meio do último jantar e consegui fazê-la constatar que realmente o nosso grupo canta em exagero. Ao partilhar isto com o meu amigo mais, digamos, animado este respondeu-me que era só para “o pessoal começar a embebedar-se”. Sim, realmente é uma maneira eficiente de começar a embebedar as pessoas porque eu tenho constatado que resulta sempre em muita alegria. Mas, para que é que eu quero ver toda gente bêbada à minha volta? Não percebo.

O JP Simões já perdeu a esperança na sua geração. Por exemplo, na música "1970 (Retrato)" diz:

"A minha geração já se calou, já se perdeu, já amuou, já se cansou, desapareceu ou então casou, ou então mudou, ou então morreu, já se acabou."

Mas eu ainda não perdi esperança na minha geração, a geração das saídas à noite, até porque, eu próprio represento duas das piores características de todas as gerações: o dizer mal por tudo e por nada, como se viu neste post, e a preguiça. A preguiça de mudar. A preguiça de tomar a iniciativa. A preguiça de escrever no blog. A preguiça de ir estudar porque tenho um exame às 17. A preguiça de acordar cedo. A preguiça de terminar este post. A preguiça de não terminar este post. A preguiça de pensar numa forma engraçada de acabar este post.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Tive ontem à noite a revê-lo, acho que é o meu filme preferido de todos os tempos. A sério, acho que não estou a exagerar. Era capaz de o ver amanhã outra vez. Sou igualzinho ao Joel Barish, a personagem principal, interpretado pelo Jim Carrey (que provou neste filme ser um grande actor).